Viernes, 14 de Diciembre de 2018

No primeiro encontro, amor, ódio e pregação

BrasilO Globo, Brasil 14 de diciembre de 2018

Com oito participantes, o debate da TV Bandeirantes apresentou ao grande público doses do estilo ...

Com oito participantes, o debate da TV Bandeirantes apresentou ao grande público doses do estilo de cada presidenciável. De cabo a capitão, de médico a economista, eles disseram o que pensam " do jeito que bem entenderam.
Assim, telespectadores ouviram que o grande problema da sociedade brasileira é a "falta de amor". A pregação é do deputado federal Cabo Daciolo, do Patriota.
Já Guilherme Boulos, do PSOL, atacou diretamente o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, logo no primeiro bloco, o chamando de "racista, machista e homofóbico". Depois, falou que ali estavam presentes "50 tons de Temer", em referência a ex-aliados do presidente.
Após responder sobre uma funcionária sua suspeita de ser fantasma, Bolsonaro tomou uma atitude rara em debates eleitorais " ainda mais para quem terá poucos segundos de propaganda na televisão. Ele disse que não iria "bater boca com um cidadão desqualificado" e devolveu a palavra ao mediador, o jornalista Ricardo Boechat, muito antes do tempo regulamentar.
Ciro Gomes, do PDT, mais calmo do que em outras aparições, foi menos escolhido, mas, quando falou, deixou logo claro como quer se distanciar do governo do presidente Michel Temer, chamando a reforma trabalhista de "selvageria".
Ex-ministro de Temer, Henrique Meirelles (MDB) cumpriu o seu script. Confrontado sobre a ligação com o atual governo, afirmava sempre ser o "candidato do emprego, da renda e do crescimento".
Marina Silva (Rede) atacou o teto de gastos, medida que é marca de Meirelles.
Geraldo Alckmin, do PSDB, repetiu o mantra "emprego e renda", defendendo a reforma trabalhista, e Álvaro Dias (Podemos) anunciou diversas vezes seu convite ao juiz Sérgio Moro para ser ministro, mesmo sem resposta.