Miércoles, 19 de Septiembre de 2018

Centroavantes têm média de só um chute a gol

BrasilO Globo, Brasil 19 de septiembre de 2018

o fla que joga por uma bola

o fla que joga por uma bola
O jejum de pelo menos um mês sem gols " oito jogos para Uribe e Lincoln e seis para Dourado " indica que a principal razão para a falta de vitórias do Flamengo é a falta de pontaria dos seus centroavantes. A análise das estatísticas dos três jogadores do ataque demonstra claramente o baixo poder de fogo no Brasileiro e na Copa do Brasil, apesar da maior participação do jogador colombiano. Na média, o trio não finaliza mais do que uma vez por jogo.
Titular nas duas últimas partidas, Uribe é quem tem a melhor média, com 1,25 chutes por partida. Ele também participa mais do jogo, com média de 14,6 trocas de passe. O segundo colocado é Dourado, que tem média de 0,97 finalizações e 9,3 passes trocados. Lincoln vem em seguida, com 4,12 passes e 0,81 arremates.
A explicação só fica completa, no entanto, quando aliada ao desempenho dos meias. Diego, Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá são os responsáveis pelas principais finalizações. Lideram o quesito mesmo com boa parte delas acontecendo de média distância ou na bola parada. Eles também produzem as principais chances de gol, com os melhores números de assistências para finalizações, segundo dados do "Footstats".
Contra o Corinthians, Cuéllar, Paquetá, Diego e Ribeiro trocaram 107 passes entre si, enquanto Uribe, por exemplo, recebeu apenas cinco passes e três cruzamentos deles em sua direção.
" Tivemos cinco chances claras e não soubemos aproveitar " apontou o técnico Maurício Barbieri, que admitiu seguir o rodízio no ataque de acordo com o adversário.
" O nove é uma questão coletiva, que temos que ajustar " completou ele, atribuindo o problema à falta de tempo para treinamento.
pouca eficiência
Uribe, apesar de ter melhores números que os concorrentes, admitiu dificuldade na adaptação ao time após as vaias em mais um jogo zerado. Do lado dos meias, Diego confessou que o problema também é deles e pediu que os jogadores do setor se apresentem mais na área para buscar o gol.
" Ficamos incomodados em não conseguir a vitória e o gol. Temos que transformar nosso volume em eficiência " afirmou o camisa 10. Para isso, é preciso que o homem mais próximo do gol fique com a bola e acerte a meta.
No último jogo, Uribe teve a bola nos pés apenas 1% do tempo. Nas últimas cinco partidas do rubro-negro, o centroavante escolhido como titular não chegou a 2% de posse de bola.
O Flamengo terminou o jogo com o Corinthians com Dourado e Lincoln na frente. Postura da qual Barbieri lançou mão algumas vezes, sobretudo no fim das partidas. Para começar com dois centroavantes, seria necessário tirar um dos atacantes que jogam na ponta. Hoje, sobraria para Vitinho, que ainda não engrenou.
O treinador entende que o time tem produzido bem no ataque com a formação atual. E não viu o Flamengo pouco agressivo, mas, sim, pouco eficiente.
" Finalizamos bola dentro da área. Não faltou agressividade, pelo contrário. Mas não adianta buscar de qualquer jeito " alertou o técnico, com boa impressão do trabalho de controle do jogo feito pelos meias.
Barbieri já testou, além do revezamento no ataque, Vitinho como falso 9. O atacante, aliás, chegou a 13 jogos sem ainda exibir uma grande atuação. Contratado por quase R$ 50 milhões e apresentado no gramado do Maracanã, o jogador saiu sob fortes vaias para a entrada de Lincoln contra o Corinthians.
Sua participação até aqui tem sido mais parecida com a de um meia do que com a de um centroavante. Longe de criar situações agudas como fazia Vinicius Junior, Vitinho aparece como um dos principais chutadores de meia distância do Flamengo, e ultrapassou os centroavantes no quesito, ficando exatamente atrás dos três meias.
Por isso, Barbieri usou Marlos Moreno aberto em algumas situações. O colombiano se recupera de uma pancada nas costas e não tem volta garantida contra o Vasco, amanhã, pelo Brasileiro. Quem pode ser relacionado novamente para dar profundidade ao time é Berrío, já recuperado.