Miércoles, 17 de Octubre de 2018

Venda de paquetá dá início a mudanças

BrasilO Globo, Brasil 17 de octubre de 2018

reformulação

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Em um ano, o Flamengo vendeu Felipe Vizeu, Vinicius Júnior e agora Lucas Paquetá, que assinará com o Milan por cinco temporadas por R$ 150 milhões. Todos os talentos formados no clube foram vendidos por boas quantias ao futebol europeu. Desde 2015, foram arrecadados mais de R$ 426,5 milhões com as saídas ainda de Samir, para a Udinese, e Jorge, no Mônaco.
Da venda de Paquetá, 70% vão para o Flamengo (R$ 105 milhões), e 30% (R$45 milhões) ficarão com o jogador e seus representantes. O acordo ainda prevê € 10 milhões em bonificações para clube e jogador, na mesma proporção. A saída do meia é o pontapé que faltava para o início da reformulação do elenco do Flamengo de olho em 2019. O acordo prevê o pagamento de aproximadamente R$ 10,5 milhões na assinatura do contrato, e o restante " R$ 94,5 milhões " no ano que vem.
A ideia da diretoria é repor a perda do meio-campo da mesma forma que fez com as saídas de Vizeu e Vinicius " substituídos por Uribe e Vitinho, respectivamente. A indefinição política em razão da eleição no fim do ano embarreira negociações, mas a prospecção do mercado já está sendo feita.
Além de repor a saída de Paquetá, a diretoria pretende rever uma série de contratos, e terá recursos para fazer ajustes após mais uma venda milionária. Os dirigentes comemoram internamente a produção de valores que seguem dando retorno financeiro, mas lamentam a impossibilidade de mantê-los no longo prazo, por falta de competitividade com o futebol europeu. Paquetá segue no clube até o fim deste ano e se apresenta ao Milan em janeiro.
O meia é hoje o símbolo do sucesso do clube na transição dos jovens talentos da base para o profissional. A ideia do Flamengo é seguir dando oportunidades aos pratas da casa, mas muitos vão demorar algum tempo para se consolidar, tal qual Paquetá. O caso relâmpago de Vinícius Júnior, que fez sucesso em pouco tempo no profissional antes de seguir para o Real Madrid, é considerado uma exceção.
Seleção influenciou
A carreira na Europa é sonho de todo jovem jogador de futebol no Brasil. Com Lucas Paquetá, não foi diferente. A ideia de deixar o Flamengo se deu em meio à convocação para a seleção brasileira " antes da Copa do Mundo " e a ida de Vinícius Júnior ao Real Madrid.
Mesmo com mais visibilidade, o meia de 21 anos acabou fora da convocação de Tite, neste mês, em função da possível final da Copa do Brasil, consequência do confuso calendário da CBF. O cenário pesou para Paquetá e seus representantes, que tinham como objetivo não demorar para vê-lo em um time de elite mundial.
Mesmo após rechaçar algumas investidas desde o primeiro semestre, a partir de junho chegou-se à conclusão de que era hora de trabalhar a ida para a Europa. E não aceitaram sequer discutir sua permanência no clube.
Criado no Flamengo, Lucas Paquetá nunca escondeu o desejo de fazer história e conquistar títulos pelo clube. No entanto, recentemente, viu seu amigo mais novo, Vinícius Júnior, após passagem relâmpago pelo profissional, ser vendido para o Real Madrid, e já ter chances na equipe principal na Liga dos Campeões, aos 18 anos.
Mais velho, Paquetá desfrutar de seu sonho enquanto ainda está em alta. O meia é o artilheiro do Flamengo na temporada, com 11 gols, e ofusca desde o início do ano medalhões como Diego e Éverton Ribeiro. A intensidade ofensiva e principalmente defensiva foram diferenciais para o meia se tornar disputado entre gigantes europeus. Até o fim do ano, Paquetá só poderá chegar a 97 jogos pelo clube que o revelou. É muito pouco.