Miércoles, 17 de Octubre de 2018

Altos e baixos da reestreia de ‘sob pressão’

BrasilO Globo, Brasil 16 de octubre de 2018

Crítica

Crítica
Série que fez sucesso ano passado, "Sob pressão" (criada por Jorge Furtado e escrita por Lucas Paraízo) reestreou anteontem na Globo repetindo o repertório da primeira temporada. Estavam lá as emergências, a precariedade de recursos, a abnegação dos médicos comprometidos com a saúde pública e os acenos de um político corrupto que oferece uma ambulância em troca de favores que se traduzirão em votos. O episódio abriu com uma mulher em trabalho de parto e logo a narrativa se ramificou. Veio o caso de um bandido baleado e de seu companheiro, que sequestrou Evandro (Julio Andrade) para fazer o atendimento clandestino em condições adversas. Somou-se a isso o drama de um cego (Roney Vilela) sofrendo de enxaqueca. Na paralela ainda, vimos Samuel (Stepan Nercessian) se dobrando ao tal político. Assim, bombeada por todas essas tramas que se entrelaçaram, a eletricidade da ação foi subindo.
A direção de Andrucha Waddington voltou a provar sua competência: houve ótimas sequências externas, a câmera respirou no ritmo da aventura e, quando era hora do drama solene, se aproximou. O elenco é de talentos e, como se não bastasse, há sempre um desfile de participações muito especiais. Mas o enredo pareceu esquemático e alguns dos diálogos caíram na pieguice. O exemplo mais gritante foi o da trama do cego que volta a enxergar para descobrir que a namorada (Raquel Rocha) é feia " e se apaixonar por ela mesmo assim. No conjunto, entretanto, "Sob pressão" voltou como o esperado, o que não é demérito, longe disso.