Sábado, 15 de Agosto de 2020

Assembleia geral do vasco pode acabar na justiça

BrasilO Globo, Brasil 14 de agosto de 2020

O cenário do impasse já está armado. Com interpretações diferentes do que a Assembleia Geral ...

O cenário do impasse já está armado. Com interpretações diferentes do que a Assembleia Geral Extraordinária do Vasco, marcada para o dia 25, deverá votar, o presidente da Assembleia Geral, Faues Mussa, e o presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, entram em rota de colisão que pode culminar na judicialização da reunião.
Ontem, Mussa comunicou a realização da Assembleia Geral Extraordinária. Na pauta, abriu duas votações: a da Reforma do Estatuto e a da Eleição Direta da Diretoria Administrativa.
Aliados do presidente da Assembleia Geral defendem que a realização de duas votações separadas é legítima por se basear na convocação do presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, que separou os pontos em documento do dia 29 de novembro, dando início às discussões sobre as mudanças.
Existe o entendimento por parte de algumas correntes políticas do Vasco de que o novo estatuto, ainda que contemple a eleição direta, não vale a pena ser aprovado. E separação das pautas, feita por Faues Mussa, surge como alternativa para reprovar o novo texto e garantir o fim da eleição passando pelo Conselho Deliberativo.
Roberto Monteiro discorda dessa separação e afirma que ela fere o Estatuto do Vasco. Segundo ele, o presidente da Assembleia Geral estaria fugindo de suas atribuições:
" Não podem ser votações separadas. Veja a ata e o Estatuto, artigo 74. A proposta do Conselho Deliberativo é a reforma e não a eleição direta separada.
Depois do comunicado, caberá a Mussa a convocação da Assembleia Geral Extraordinária com dez dias de antecedência em relação ao dia da votação.