Jueves, 10 de Septiembre de 2026

Eua farão ‘o que for’ pela argentina, diz secretário

BrasilO Globo, Brasil 3 de octubre de 2025

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou o apoio à Argentina ontem, em ...

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou o apoio à Argentina ontem, em postagem na rede social X. O governo americano está "plenamente preparado para fazer o que for necessário" para ajudar o governo do presidente argentino, Javier Milei, escreveu o secretário.
A declaração vem após o banco central argentino vender dólares no mercado à vista para conter a desvalorização do peso pelo terceiro dia seguido, segundo fontes, e em meio a questionamentos sobre a prioridade, para os EUA, de uma ajuda à Argentina.
Bessent informou que conversou com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, e que espera vê-lo em breve em Washington. "Após um trabalho intenso desde o encontro do presidente (Donald) Trump com o presidente Milei, em Nova York, nos próximos dias espero que a equipe do ministro Caputo venha a Washington para avançarmos de forma significativa em nossas discussões sobre as opções para oferecer apoio financeiro", escreveu o secretário na postagem.
Bessent disse ainda que, durante as discussões de ontem com ministros das finanças do G7 (grupo de sete das maiores economias do mundo), enfatizou "a importância do sucesso das políticas econômicas do presidente Milei para o povo da Argentina, para a região e para o G7".
"O Departamento do Tesouro dos EUA está totalmente preparado para fazer o que for necessário, e continuaremos acompanhando de perto os desdobramentos", escreveu o secretário do Tesouro.
Caputo respondeu a Bessent, também em uma postagem nas redes sociais: "trabalhando duro para finalizar o que foi anunciado na semana passada pelo secretário do Tesouro (dos EUA)".
Na semana passada, o Departamento do Tesouro americano havia colocado sobre a mesa diferentes alternativas para ajudar a Argentina, entre elas uma linha de swap de US$ 20 bilhões com o banco central.
carta de senadores
No entanto, após o anúncio, o governo de Trump recebeu críticas por usar recursos públicos para apoiar outro país. Senadores democratas americanos escreveram uma carta ao presidente dos EUA pedindo que "interrompa imediatamente qualquer plano de oferecer assistência financeira à Argentina".
Bessent respondeu a questionamentos numa entrevista à CNBC, o canal de economia e negócios da rede de TV americana NBC. O secretário afirmou que o governo Trump "não está colocando dinheiro na Argentina e sim trabalhando em uma linha de swap".
" A Argentina é um farol na América Latina. Muitos governos na região se moveram para a esquerda. A Argentina tem 100 anos de declínio, o presidente Milei está lutando contra a história e está fazendo um trabalho fantástico " disse Bessent na entrevista.
O secretário também reforçou o apoio ao partido de Milei nas eleições legislativas deste mês.
" Tenho certeza de que, quando virmos as eleições neste mês, o partido do governo se sairá bem. É encorajador ver na Argentina que os jovens decidiram não empobrecer o país " afirmou Bessent à CNBC.
Há forte oposição à ajuda americana à Argentina também dos produtores de soja americanos. Por causa da guerra tarifária com a China, eles foram excluídos de seu maior mercado. A China é a maior importadora de soja do mundo. Brasil, EUA e Argentina são os maiores fornecedores.
Com as tensões comerciais, os chineses deixaram de comprar dos produtores de soja americanos, abrindo espaço para brasileiros e argentinos.
Com agências internacionais
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