Jueves, 22 de Febrero de 2024

‘1899’, uma aventura sem graça

BrasilO Globo, Brasil 6 de diciembre de 2022

E quando parecia que a televisão tinha finalmente encerrado a sua "busca pelo novo ‘Lost’", a ...

E quando parecia que a televisão tinha finalmente encerrado a sua "busca pelo novo ‘Lost’", a Netflix lança "1899". A série em oito episódios é estrelada por Emily Beecham (a médica Maura Franklin). A atriz é a cara de Evangeline Lilly, a Kate da trama que fez História na televisão americana ao ser lançada em 2004. Essa é só uma das "coincidências" entre as produções. Ambas miram no público que busca uma aventura de sci-fi, em que o sentido lógico dos acontecimentos é menos importante que a imaginação. Mas "Lost" segue incomparável.
No antigo enredo da ABC, um avião caía numa ilha de localização geográfica desconhecida. O acidente fazia disparar uma série de fenômenos inexplicáveis. Havia também pequenos conflitos entre os personagens. Aqui, acompanhamos um grupo de imigrantes europeus " de diversas origens " num navio, o Kerberos, rumo a Nova York. Nessa Babel flutuante, fala-se inglês e alemão, entre outras línguas. Nem o português fica de fora. Tudo corre dentro do previsto até que, em alto-mar, eles se deparam com o Prometheus, uma outra embarcação, dada como desaparecida meses antes. A partir dali, os mistérios vão se multiplicando e ampliando.
"1899" é dos criadores da série alemã "Dark", outro sucesso da Netflix. Embora conte com bom elenco e investimento, não tem, nem de longe, o charme e o frescor de "Lost". Ao contrário. Parece uma daquelas criações orientadas pelo algoritmo, em que tudo é cálculo. Sendo assim, já nasce gasta. Não merece a sua atenção.
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