Bombril entra com pedido de recuperação judicial
A Bombril entrou ontem à noite com um pedido de recuperação judicial, diante de um impasse de ...
A Bombril entrou ontem à noite com um pedido de recuperação judicial, diante de um impasse de aproximadamente R$ 2,3 bilhões em dívidas relacionadas ao que a empresa chamou de "contingências tributárias relevantes" .
De acordo com a empresa, a dívida está relacionada a autuações da Receita Federal por suposta falta de recolhimento de impostos incidentes em operações de aquisição de títulos de dívidas estrangeiros realizadas entre 1998 e 2001.
Segundo o comunicado da Bombril, dada a relevância e o elevado valor envolvido, os diretores optaram pela recuperação judicial como saída para conduzir, de forma organizada, a adequação de estrutura de endividamento, além de proteger o caixa da empresa e possibilitar a manutenção de sua normalidade operacional.
No documento, a diretoria afirma que o risco de perda nos processos judiciais "representa ameaça aos bons resultados contábeis que vêm sendo obtidos pela Bombril". E cita riscos elevados, "relacionados à reavaliação da sua capacidade de adimplência por parte de fornecedores e financiadores e, no limite, à descontinuidade de determinadas relações comerciais e vencimento antecipado de dívidas."
A empresa afirmou ainda que, por meio da recuperação judicial, "será capaz de manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo", com o menor impacto possível aos direitos dos credores.
As ações da Bombril fecharam ontem em alta de 4,07%, a R$ 2,30.
Em 2017 a empresa fez uma reestruturação financeira e acionária para evitar pedir recuperação judicial.
Fundada em 1948, a Bombril viu sua marca se tonar sinônimo de esponja de aço, seu principal produto. Nos anos 1980, suas campanhas publicitárias estreladas por Carlos Moreno, popularizaram a expressão "mil e uma utilidades".