Jueves, 26 de Marzo de 2026

Colheita de lichia dispara e desafia produtores

BrasilO Globo, Brasil 29 de julio de 2025

Agricultores do Sudeste, região que concentra a maior produção de lichia do Brasil, estão ...

Agricultores do Sudeste, região que concentra a maior produção de lichia do Brasil, estão tentando aprimorar a cadeia dessa fruta delicada de origem chinesa, para aproveitar o bom momento de cultivo e comércio no país. Em 2024, a região teve uma supersafra de lichia, com aumento de até 50% na produção, mas não estava preparada para dar vazão, e muitas frutas estragaram no pé. O principal desafio é o pós-colheita. Como a lichia é muito perecível, requer tecnologia para embalagem especial e logística aprimorada para a comercialização in natura, além de investimento em processamento para criação de derivados.
APOIO DO ESTADO
Ricardo Soares de Arruda Pinto é o maior produtor de lichia da América Latina e cultiva a fruta na cidade paulista de Itaí. Em parceria com o Sebrae-SP da cidade paulista de Ourinhos, ele conseguiu que a região do Alto do Paranapanema (SP), onde há plantio de lichia, fosse incluída no programa SP Produz como Cadeia Produtiva Local (CPL). Isso permitirá aos fruticultores locais apresentar projetos para melhorias na produção de lichia in natura, congelada ou processada.
" Aqui no Brasil temos certa vantagem no cultivo. Além disso, há o potencial de mercado para lichia fresca, geleias, compotas, drinques e cosméticos. Mas, para isso, precisamos de certa maturação do setor " diz Pinto, que cultiva 26 mil pés de lichia em 113 hectares em Itaí.
A lichia precisa ser colhida madura e dura em média sete dias, quando em temperatura ambiente, e até três semanas sob refrigeração, um tempo de vida considerado muito curto.
" Cerca de 15% dos frutos não são aceitos pelos supermercados por conta da aparência. É muita coisa. A saída é investir na agroindústria, para desidratarmos esses frutos, congelarmos e podermos comercializá-los o ano todo. Para acabar com a impressão de que lichia é fruta das festas de fim de ano " diz o produtor.
João Eduardo Ramalho, de Tejupá, produziu no ano passado 150 toneladas " 50 a mais do que o esperado" em seus 35 hectares de pomar, mas não conseguiu colher tudo. Ele vende a maior parte da produção nos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, e diz que o gargalo está na pequena durabilidade da fruta.
" Investi em uma nova tecnologia de embalagem israelense, com o objetivo de aumentar esse prazo de sete para até 30 dias " afirma.
O ritmo de produção de lichia aumentou de 5% em média para 12%, segundo dados da Embrapa e da Ceagesp, o maior entreposto do país. Com isso, a produção alcançou 6,5 mil toneladas, em pomares espalhados por São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
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