Torneios confirmam crescimento do tênis feminino
O crescimento do tênis feminino no Brasil já é um fato. E os números comprovam: nas duas ...
O crescimento do tênis feminino no Brasil já é um fato. E os números comprovam: nas duas próximas semanas, o país recebe dois torneios WTA 125 em sequência: Rio Ladies Open, na Barra da Tijuca, de 12 a 19, e Engie Open Jurerê, em Florianópolis, de 19 a 26. Apenas um mês depois do retorno do WTA 250 a São Paulo, após 25 anos, com a presença de 12 tenistas do país, incluindo promessas como Naná Silva, de 15 anos, que foi a primeira atleta nascida em 2010 a vencer uma partida em chave principal de competições desse nível.
A paulista, que acabou de conquistar seu primeiro torneio profissional ao lado de Ana Candiotto, em duplas do ITF W35 de São Paulo, na semana passada, também estará em Florianópolis.
Ao todo, o Brasil recebeu 15 torneios internacionais, sendo 12 da ITF (Federação Internacional de Tênis) e três WTA. Em 2024, o país teve apenas um WTA 125, o de Florianópolis, que está em sua terceira edição. O Rio retorna ao calendário após quase uma década. O SP Open já garantiu mais três anos de competição. Em 2022, por exemplo, foram apenas nove torneios ITF, com pontuação entre 15 e 75 pontos.
"É o renascimento do tênis feminino no Brasil. Recebemos muitos elogios pela estrutura. Seguimos nesta reconstrução dos grandes torneios femininos no Brasil e estamos contando os dias para 2026 " disse Lui Carvalho, diretor esportivo do SP Open e do Rio Open após o evento que recebeu mais de 33 mil pessoas no Parque Villa Lobos.
Lá, o Brasil teve protagonismo nas duplas, com a disputa da final envolvendo Luisa Stefani e Timea Babos contra Laura Pigossi e Ingrid Martins. Stefani se sagrou campeã ao lado da húngara.
" A oportunidade jogar é muito importante para a base, como a Naná, Aninha, Victoria Barros. Elas ganham experiência em torneios grandes, podem jogar com top 100 do ranking mundial, treinar com elas ao longo da semana. Isso também faz parte do processo de desenvolvimento " diz Laura Pigossi, que viu aumentar o número de patrocinadores. " Antigamente, tínhamos que ir jogar na Europa. Poder ter isso perto de casa é muito importante. Quando jogo em casa, com a torcida, com toda essa energia, consigo apresentar o meu melhor tênis, e isso faz grande diferença no nosso ranking.
Alavanca na carreira
Ter três torneios de WTA no país ainda facilita a vinda de mais jogadoras de ponta. Somadas as três competições, as tenistas podem somar 500 pontos no total.
Os abertos do Rio e de Florianópolis costumam atrair as tenistas na faixa entre top 50 e top 150. O SP Open contou com Bia Haddad, hoje em 44º lugar, mas que já esteve no top 10. Por isso, a organização dos eventos costumam convidar tenistas do país em posições mais baixas. Mas há uma série de critérios na escolha.
" Para o Brasil, é muito importante ter uma série de jogadoras na faixa de 200, 300 do mundo que não conseguem acessar esses torneios normalmente. É a possibilidade de pontuar melhor, ganhar (premiação) melhor e assim alavancar a carreira. Avaliamos o ranking, a possibilidade de crescimento, o nível do jogo, a idade e os valores do esporte " explica Luzio Ramos, CEO da MundoTênis Tours e organizador do torneio carioca.
No Rio, alguns nomes estão confirmados: Laura Pigossi, Carol Meligeni, Luiza Fullana, Ana Candiotto. Nas duplas, Ingrid Martins, Rebeca Pereira, Gabriela Cé e Julia Konishi. Gabriela e Thaísa Pedretti também estão na qualificatória do torneio de simples.
" O tênis feminino brasileiro vive um momento de grande visibilidade " diz o presidente da CBT, Alexandre Farias. " Nosso papel é demonstrar que investir no tênis feminino significa associar uma marca a um esporte de alcance global, em constante crescimento no Brasil, com número cada vez maior de praticantes e admiradores.