Miércoles, 14 de Enero de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 13 de enero de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Que futebol que nada
Pela primeira vez na História, o Brasil conquista dois prêmios na mesma edição do Globo de Ouro: o filme "O agente secreto" ganhou como Melhor Filme em Língua Não Inglesa, a primeira vitória em 27 anos, desde "Central do Brasil"; e Melhor Ator em Drama, concedido a Wagner Moura, o primeiro brasileiro a vencer nessa categoria. Ambientado no Recife dos anos 1970, durante a ditadura militar, o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho superou concorrentes de todo o mundo ao abordar, com sensibilidade e contundência, temas como memória histórica, trauma geracional e valores culturais. A obra reafirma o cinema como espaço de reflexão crítica e preservação da experiência coletiva. Mais do que uma vitória individual, o reconhecimento simboliza um marco cultural para o país. Ele fortalece a presença do Brasil no cenário internacional, amplia o debate sobre identidade brasileira, política e arte e evidencia o poder do audiovisual como ferramenta de crítica social. É o Brasil se destacando não apenas nas telas, mas também na construção de narrativas que dialogam com o mundo. Quem vence, afinal, é a cultura brasileira.
Gilberto Pereira Tiriba
Santos, SP
Viva a cultura brasileira. Em especial, a nordestina, já que o diretor de "O agente secreto", Kleber Mendonça Filho, é pernambucano, e Wagner Moura é baiano. A dupla premiação no Globo de Ouro do último domingo, em Los Angeles, acontece exatamente um ano após Fernanda Torres ter sido premiada numa das festas mais tradicionais do cinema mundial com "Ainda estou aqui". Que essa conquista do cinema nacional seja um estímulo para novas produções e que haja mais apoio do governo para o setor cultural. Agora, é aguardar as indicações ao Oscar no próximo dia 22.
Célio Campos
Rio
O Brasil se desloca para o Nordeste, a nova terra do cinema nacional, eixo da cultura brasileira: Salvador, de Wagner Moura; Recife, de Kleber Mendonça, estão projetando o país no cenário internacional. Mais do que um Globo de Ouro, a premiação reconhece nos artistas contemplados o mérito de que são capazes.
Marcelo Correia Lima
Rio
Os dois Globos de Ouro na noite de domingo, em Los Angeles, para o filme "O agente secreto" projetam nosso idioma com mais força para o planeta. Parabéns a todos os envolvidos nesse sucesso!
Sim, nós brasileiros temos o molho!
ANTONIO KÄMPFFE
RIO
Apesar de não me surpreender, acho incrível o total silêncio das hostes bolsonaristas sobre as premiações do filme "O agente secreto", fato cultural que só deveria encher de orgulho a todos nós brasileiros, independentemente de ideologia e credo.
Só temo é que esse descaso seja devido à falta de cultura, que os leve a pensar que o Globo de Ouro seja um prêmio local, concedido pelo jornal homônimo "contaminado pelos comunistas".
Carlos fernando C. Motta
Petrópolis, RJ
No sábado morreu Manoel Carlos, consagrado autor de telenovela, que hipnotizou milhões de pessoas diante da TV. No domingo, o filme "O agente secreto", do diretor Kleber Mendonça, ganha o Globo de Ouro, em Los Angeles, a Meca do cinema mundial. Manoel Carlos, paulistano, ambientou suas novelas no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Kleber Mendonça, pernambucano, mostrou sua Recife para o mundo. Ambos são excelentes contadores de histórias. "A arte existe porque a vida não basta" (Ferreira Gullar).
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA
A gula de Trump
Que Trump não é dono da Venezuela, todos sabemos, e o bom senso da maioria tem como obrigação não apoiá-lo nessa empreitada troncuda e abusiva, mesmo que lá estivesse um governante espúrio, com atitudes ditatoriais e personalidade desagradável e arrogante. Trump, por sua vez, não é um simpático senhor cor de laranja quase folclórico. É um nacionalista exaltado, funcionando com seus padrões e aspirações pessoais como mote para seu governo. E tem poder. Estendendo sua gula pelo mundo, vai comunicando suas intenções de interferir em mais países latinos, de comprar a Groenlândia... e atiça a gula de outros poderosos. Agora é a China que olha para a Ásia, como possibilidade de cardápio para seu banquete. Aos que observam o mundo com olhos bem abertos, restam a preocupação e a possibilidade de expressá-la. Viva a palavra, nosso instrumento maior. E, como diz Caetano, "como é bom poder tocar um instrumento". Mesmo que seja para mostrar tristeza por este vasto e tantas vezes impensado mundo.
Maria Inês Escosteguy Carneiro
Rio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está se comportando como alguém todo-poderoso e onipotente, ignorando que a onipotência não é um atributo dos seres humanos, mas, sim, dos deuses, e que esses costumam punir quem se arroga esse poder. Não foi à toa que, após declarar que seu exército era invencível, Napoleão foi derrotado por um inverno rigorosíssimo quando invadiu a Rússia. Da mesma forma, um desastre ocorreu com o Titanic depois que afirmaram ser o navio insubmergível. E, recentemente, alguém que se disse "imbrochável" não consegue parar de soluçar nem de ter outros problemas físicos. Trump que se cuide.
MARIÚZA PERALVA
Niterói, RJ
A rasteira de sempre
Tenho um plano de saúde da Bradesco Seguros livre escolha para atendimentos de urgência e internação há 40,repito, 40 anos. No sábado dia 10,meu filho lesionou a perna em prática esportiva e não conseguia nadar.Procurou o Hospital Copa D’Or. O estabelecimento alegou ter entrado em contato com o plano, que recusou o atendimento.Liguei para o plano, pois estava em viagem. A Bradesco disse que não recebeu a solicitação. Enfim foram três ligações para o plano e outras tantas para o hospital. Resultado: paguei o atendimento e o RX para verificar possível fratura. Se isso não é um atendimento de urgência, eu, como médica, devo precisar voltar para a faculdade...
Agora o plano diz que eu posso "tentar" reembolso. Para isso, devo baixar um aplicativo e fazer o trâmite por lá?Existe agência reguladora disso?
Luiza Figueira
Rio
Ausência sentida
Joaquim Ferreira dos Santos, parabéns por sua coluna desta segunda-feira. É oportuno " necessário " relembrar Artur da Távola, o querido Paulo Alberto, um jornalista da maior sensibilidade, um criador, um escritor que sabia entrar na alma do leitor ou dos artistas sobre os quais ele pousava os olhos como cronista ou crítico de TV. Por um bom período, a partir dos anos 1970, convivi com ele (quando de sua morte, eu estava nos Estados Unidos, mas voltei para a missa de 7º dia, na Igreja Nossa Senhora da Paz), pude constatar seu faro político, sua ética, sua elegância na escrita e nas atitudes.
Viva Artur da Távola, viva Paulo Alberto. Sempre!
Sergio Fonta
Rio
Nunca sai do papel
A Prefeitura do Rio se tornou especialista em fazer planos que nunca saem do papel. O Plano Diretor da Cidade em 1991, por exemplo, dizia ser urgente o aumento de áreas verdes nos subúrbios da Zona Norte e recuperação urbana da região. O Plano Diretor de 2011, redigido duas décadas depois, contém a mesma indicação sobre a necessidade de aumento de áreas verdes e recuperação urbana na mesma área. O Plano de Desenvolvimento Sustentável de 2021, uma década depois, mostra que ainda é urgente a criação de áreas verdes nos subúrbios da Zona Norte e diz claramente quais são os bairros que têm essa demanda, mas que mais uma vez ficou só no papel. As consequências desses planos e projetos que não saem do papel, que parecem promessas de políticos em campanha, são sentidas hoje na pele pelos cariocas. Como seria o calor e o número de atendimentos médicos neste verão de 2026 se realmente, desde 1991, fosse cumprido o que os planos mostravam como necessários? Não podemos mais ter políticas só feitas de papel.
Hugo Costa
Rio
O Rio de Tutuca
O secretário estadual fluminense de Turismo, Gustavo Tutuca, fala sobre o crescimento do turismo, mas insiste na narrativa de que aqui temos segurança. Qualquer um que viva por aqui sabe muito bem que a segurança é precária e que andar por nossas ruas é arriscado.
Outra coisa que ele se esquece de citar é a velha máxima dos locais turísticos de sucesso: "devemos explorar o turismo, nunca explorar o turista". Cobrar preços extorsivos e tratar mal os visitantes é a melhor maneira de espantar os turistas.
Marcos Bonin Villela
Rio
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