Jueves, 22 de Enero de 2026

Governo segue plano de aprovar tratado no congresso

BrasilO Globo, Brasil 22 de enero de 2026

O governo brasileiro avalia que a decisão do Parlamento Europeu de apoiar a judicialização ...

O governo brasileiro avalia que a decisão do Parlamento Europeu de apoiar a judicialização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não altera sua estratégia: a prioridade seguirá sendo aprovar o tratado no Congresso Nacional. Segundo interlocutores envolvidos no tema, obstáculos como o de ontem já eram esperados e, mesmo que haja demora, não colocam em risco o entendimento. O plano do Palácio do Planalto é aprovar o tema no Congresso na volta do recesso, em fevereiro.
A avaliação é que avançar rapidamente na ratificação interna nos países do Mercosul reforça a pressão política sobre a UE, ao expor o custo de manter o tratado indefinidamente pendente do lado europeu.
De acordo com um importante integrante do governo Lula, uma aprovação célere pelo Congresso brasileiro criaria um constrangimento político em Bruxelas. Uma vez cumpridas as etapas internas pelo Mercosul, caberá às instituições europeias administrar as resistências de alguns governos nacionais. Interlocutores descartam a hipótese de reversão do pacto comercial, considerado irreversível após a assinatura formal.
A expectativa é que a pressão para destravar o acordo venha não apenas da Comissão Europeia, que dispõe de instrumentos institucionais para conduzir o processo, mas também do próprio jogo interno entre os países do bloco. Interlocutores da área diplomática avaliam que, à medida que o Mercosul avance e demonstre compromisso com o tratado, a indefinição se tornará politicamente insustentável para os europeus, levando a uma pressão entre os próprios membros da UE.
" Do nosso lado, a única coisa a fazer é aprovar o acordo nos parlamentos " disse o embaixador José Alfredo de Graça Lima, vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), que foi negociador do Brasil no acordo entre o Mercosul e a UE, concordando com a avaliação do governo.
Segundo Graça Lima, o cenário europeu se mostrou mais adverso do que o previsto, pois havia a expectativa de que pouco mais de 150 eurodeputados votassem contra o acordo, mas esse número acabou dobrando, alcançando maioria simples ontem.
Para Lucas Ferraz, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), que participou da primeira finalização do tratado, em meados de 2019, quando estava no Ministério da Economia de Paulo Guedes, a votação de ontem expôs a permanência de divisões políticas na UE:
" O Parlamento Europeu segue dividido quanto à aprovação do acordo, em que pesem as complexidades do cenário geopolítico atual e a necessidade da UE de diversificar seus parceiros comerciais e reduzir o risco inerente às suas cadeias de suprimentos internacionais.
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