Corintianas lutam, mas sonho do mundial fica no quase
O Corinthians volta de Londres sem o sonhado título mundial feminino. Mas não se trata de um vice ...
O Corinthians volta de Londres sem o sonhado título mundial feminino. Mas não se trata de um vice com gosto amargo. Diante de um Arsenal que já era favorito, o time paulista mostrou resiliência e competitividade. A derrota por 3 a 2, no tempo extra, deixou a sensação de que a taça da Copa das Campeãs era uma meta possível.
As corintianas buscaram a igualdade duas vezes para conseguir levar a disputa para a prorrogação. Mas, no fim, faltou força para buscar a nova igualdade.
Assim como fez contra o Gotham, dos EUA, na semifinal, o time paulista priorizou a postura defensiva e os contra-ataques em velocidade. Já o Arsenal, como era de se esperar, teve maior posse de bola e criou mais jogadas do que as rivais. Um cenário que exigiu bastante da goleira Lelê. Aos 14 minutos, após já ter realizado algumas defesas, ela não conseguiu impedir que Smith aproveitasse um rebote para abrir o placar.
A desvantagem fez as campeãs da Libertadores se lançarem um pouco mais ao ataque. E o empate não demorou a sair, com cabeçada de Gabi Zanoti, aos 20.
A primeira igualdade no placar retomou o cenário de posse do Arsenal e foco defensivo do Corinthians. Mas as campeãs europeias tiveram muita dificuldade em transformar esse domínio em gols. Sofreram com as linhas de marcação adversárias e, quando conseguiram, pararam em Lelê.
Só que, aos 13 da etapa final, a pressão sobre a saída de bola corintiana deu certo e resultou no lance do gol de Wubben-Moy. Desta vez, o time de Lucas Piccinato demorou a se lançar em busca do empate. E ficou perto de pagar caro quando viu o Arsenal quase ampliar, aos 30, em jogada que parou com a bola no travessão.
Pênalti nos acréscimos
Mas as corintianas não se deixaram abalar e, nos minutos finais, atacaram mais. Foram premiadas com um pênalti de McCabe em Robledo, já nos acréscimos, convertido por Vic Albuquerque.
O sonho do Mundial foi para a prorrogação, mas o cansaço falou mais alto. A disputa passou a ser marcada por muitos erros dos dois lados. Num deles, de Duda Sampaio, as inglesas não perdoaram. E, em rápido contra-ataque, chegaram ao terceiro com Foord, aos 13 do primeiro tempo.