Miércoles, 04 de Febrero de 2026

Empresários fecham negócios com acesso a novos clientes

BrasilO Globo, Brasil 4 de febrero de 2026

Na primeira rodada de negócios entre empresários de países da América Latina e do Caribe após dois ...

Na primeira rodada de negócios entre empresários de países da América Latina e do Caribe após dois dias reuniões que aconteceram em 29 e 30 de janeiro na Cidade do Panamá, a estimativa de tratativas comerciais fechadas superou os US$ 72 milhões (cerca de R$ 375 milhões).
A projeção inicial é do CAF - Banco de Desenvolvimento de América Latina e do Caribe, que promoveu o encontro como parte do Fórum Econômico Internacional realizado na capital panamenha.
Os números das negociações de empresários brasileiros ainda estão sendo calculados, mas o resultado foi muito positivo, na opinião de Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
" Mais de dez participantes estiveram em cerca de 70 reuniões, nos setores de alimentos e bebidas, serviços e agroindústria. Voltamos dessa missão com uma avaliação muito positiva. O Fórum, em termos gerais, veio a preencher uma necessidade latente de um ponto de encontro para fortalecer a integração econômica da região " disse Constanza.
Segundo o CAF, durante os dois dias do evento foram realizadas mais de 4 mil reuniões de negócios, com uma média de mais de 20 encontros por empresário.
" O sucesso da mesa-redonda empresarial demonstra que a América Latina e o Caribe possuem uma oferta de exportação competitiva, capaz de ingressar nos mercados globais. Este fórum se tornou um dos principais pontos de encontro de negócios da região, gerando novas oportunidades comerciais e fortalecendo as cadeias produtivas " afirmou Sergio Díaz-Granados, presidente-executivo do CAF.
Na avaliação de Constanza, da CNI, no Fórum predominou uma visão muito pragmática sobre a integração econômica, com os países entendendo que todo mundo ganha com esse processo na região:
" Para ir além do intercâmbio comercial, os debates foram na direção de que se avancem uma integração mais profunda, estratégica, para diversificar suas parcerias econômicas, começando pela região, pela vizinhança. Isso ficou muito claro no Fórum.
A representante da CNI avalia que o Brasil ainda tem uma tarefa de avançar com Peru, Equador e México no âmbito bilateral.
Comércio 2.0
Durante o Fórum, o presidente Lula fez uma visita oficial ao presidente José Raúl Mulino, do Panamá quando foram assinados acordos para facilitar cooperação e investimentos.
" Foi criada uma comissão para seguir com as tratativas de acordos comerciais " informou Constanza.
A gerente da CNI diz que o Brasil já conseguiu redução de tarifas para o comércio de bens, mas a situação atual leva para outras dimensões de trocas que vão muito além da simples venda de produtos, que incluem serviços, investimentos e compras governamentais.
" É no comércio 2.0 que precisamos avançar. A segunda complexidade é a integração física e logística que ainda está pendente e onde há grandes oportunidades. Aprofundar a integração em qualquer contexto de maior ou menor volatilidade no mundo gera ganhos para todos " diz.
No comércio 2.0 está incluída a transição digital, tanto de hardware como de software, e a educação profissional necessária para essa transformação, citada por Constanza como um dos principais temas presentes nas discussões.
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