Miércoles, 04 de Febrero de 2026

Cobranças a diniz crescem em ano de um vasco mais ambicioso

BrasilO Globo, Brasil 4 de febrero de 2026

balança complexa

balança complexa
As vaias da torcida do Vasco ao elenco e ao técnico Fernando Diniz no empate em 0 a 0 com o Madureira, na segunda-feira, em São Januário, pelo Campeonato Carioca, refletiram um jogo pouco brilhante do Vasco, que criou muito, mas não conseguiu mexer no placar " além de não ter garantido a classificação às quartas de final da competição. Mas também são sintomáticas de uma temporada em que a cobrança interna e externa no clube tende a ser maior.
O trabalho de Diniz completa nove meses na segunda-feira. Diferentemente da temporada passada, o técnico iniciou o ano no comando e teve forte influência nos reforços e na formatação do elenco. Por outro lado, teve tempo muito curto de preparação antes do início das competições, dado o novo calendário e a ida à final da Copa do Brasil em 2025, que só foi decidida no dia 21 de dezembro.
A chegada à decisão contra o Corinthians, marcada por um Vasco resiliente, que superou dois arquirrivais na campanha " Botafogo e Fluminense " foi um dos méritos do trabalho em 2025. Por outro lado, o time não conseguiu repetir o desempenho regular e anímico no Brasileirão. Chegou a vencer seis jogos em uma sequência de sete, mas emendou outra de cinco derrotas consecutivas, que chegaram a causar um leve susto de chances de rebaixamento na reta final.
O fim de ano ruim também fez o aproveitamento do treinador à frente da equipe cair significativamente. Nesta segunda passagem pelo clube, são 48 jogos, com 15 vitórias, 13 empates e 20 derrotas. Um aproveitamento de 40,2% " pior que o dos antecessores, Fábio Carille (50,7%) e Rafael Paiva (46,6%), e acima apenas de Álvaro Pacheco (8,3%) na gestão de Pedrinho. Em 2026, enquanto roda o elenco entre as competições, são 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Os números dividem opiniões sobre o treinador, que costuma ressaltar contextos quando perguntado sobre o assunto.
Em campo, um dos maiores desafios de Diniz tem sido fugir dos extremos. Desde o ano passado, o Vasco é uma equipe que marca muitos gols, mas sofre na mesma medida defensivamente. O desempenho coletivo também costuma variar bruscamente. Num bom momento, o Vasco faz grandes jogos contra adversários complicados e em campos difíceis, como em vitórias sobre São Paulo, Cruzeiro e Santos. Num mau, cede chances e complica partidas em que tinha tudo para ser dominante.
Um exemplo individual dessa gangorra é o lateral-esquerdo Lucas Piton. Muito criticado pelo mau momento técnico e de confiança atual, o jogador entregou, na temporada passada, 7 de suas 11 assistências sob o comando de Diniz.
Internamente, há confiança na evolução do trabalho em 2026. O treinador é muito benquisto por Pedrinho e companhia pela retomada de um futebol vistoso e competitivo no Vasco, bem como pelo desenvolvimento de atletas " Rayan foi o caso de destaque " e pelo trabalho ativo junto à diretoria em contratações, que muitas vezes são facilitadas pelo contato e pela vontade dos atletas de trabalharem com o treinador.
Elenco mais forte
Por outro lado, há uma noção de que o Vasco precisa evoluir em um ano de muito mais ambição. O elenco teve a perda inestimável de Rayan, mas ganhou nomes de peso como Marino Hinestroza e Brenner.
Pedidos e achados do treinador e da diretoria, como o zagueiro Saldivia e o meia Rojas, também chegaram. Os próximos devem ser o lateral-esquerdo Cuiabano e o atacante Claudio Spinelli, que permitirão variações e mais poder físico em seus setores, além, claro, de maior competição por posições.
" Sempre tem que ajustar. Terminamos o ano bem, fizemos bom jogo com o Maricá, tivemos um time modificado com o Nova Iguaçu e um jogo "ok" com o Boavista. Tivemos um jogo horrível com o Flamengo. Contra o Mirassol foi equilibrado. Aos poucos vamos nos adaptar à perda do Rayan. O que ele fazia ano passado, e iria fazer este ano, iria ajudar. Mas vamos nos ajustar, é questão de tempo. Não fomos brilhantes, mas era jogo para vencer pelo menos por 2 a 0 " analisou o treinador após o empate com o Madureira.
A tendência é que o Vasco passe a ter um elenco de qualidade correspondente à parte de cima da tabela, mais capaz de brigar por uma vaga na Libertadores. E que a complexa balança entre os bons trabalhos interno e de mercado e os resultados em campo passe a subir o sarrafo das cobranças interna e externa.
O Vasco volta a campo amanhã, às 20h, quando recebe a Chapecoense, pela segunda rodada do Brasileirão.
40,2%
Aproveitamento de Dinizna atual passagem
Em 48 jogos desde 2025, treinador comandou o Vasco em 15 vitórias, 13 empates e 20 derrotas
66/68
Gols marcados/sofridos pelo Vasco nesta passagem
Trabalho sofre com desequilíbrio entre bom poder ofensivo e fragilidade defensiva
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