Botafogo inicia bem, mas é atropelado no 2º tempo
Depois de estrear no Campeonato Brasileiro com goleada (4 a 0) sobre o Cruzeiro, o ...
Depois de estrear no Campeonato Brasileiro com goleada (4 a 0) sobre o Cruzeiro, o Botafogo não foi capaz de repetir a dose ontem, contra o Grêmio. Pelo contrário, dessa vez o alvinegro é quem foi atropelado. Em noite tenebrosa do sistema defensivo, o time de Martín Anselmi sofreu um duro 5 a 3 para o Grêmio de Luís Castro e deixou a liderança da competição.
Com um hat-trick, o centroavante Carlos Vinícius foi o nome da partida e assumiu a artilharia do campeonato com quatro gols, ao lado do volante Danilo, que balançou as redes duas vezes de novo. Arthur Cabral também marcou para o Botafogo, enquanto Tetê e Edenílson fecharam o placar para o Grêmio.
O resultado, construído após o Botafogo voltar do intervalo com vantagem de 2 a 1, expôs algumas deficiências do time alvinegro, que sofre com a falta de peças no elenco enquanto o clube segue sem poder inscrever reforços pelo transfer ban em razão da dívida com o Atlanta United por Almada.
A zaga dá o exemplo mais gritante. Num esquema de 3-5-2, Anselmi tem apenas dois zagueiros de ofício à sua disposição: Alexander Barboza, responsável pelas assistências para Arthur Cabral e Danilo, e Bastos. Como o angolano ainda tenta retomar a melhor forma física após quase um ano fora dos campos, o lateral-direito Mateo Ponte tem sido improvisado ao lado do volante Newton.
Foi pela direita da defesa alvinegra que o Grêmio construiu a virada. Se, sob a batuta de Montoro, Danilo e Cabral, o Botafogo foi superior na primeira etapa, o tricolor gaúcho viu a vitória se desenhar após a entrada do belga Amuzu na segunda etapa. Aposta de Luís Castro para aproveitar os espaços deixados pelos defensores do alvinegro, o ponta infernizou a vida de Ponte e Vitinho e deu duas assistências.
Ainda que conte com um jogador improvisado pelo setor, a dificuldade do Botafogo em se proteger das investidas de Amuzu também escancara outra questão do time de Anselmi: a transição defensiva. Com um esquema que dá liberdade de movimentação para os jogadores e projeta os laterais como alas, a equipe tem se mostrado confusa na fase da recomposição. Resta saber se a solução virá com mais tempo de treinamento para maior adaptação ou se dependerá da chegada de jogadores para as posições necessitadas.
No próximo domingo, o Botafogo visita o Vasco pela última rodada da primeira fase do Carioca.