Ue: meta precisa abrir whatsapp a chatbots de ia rivais
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), alertou ontem a Meta que esta deverá ...
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), alertou ontem a Meta que esta deverá conceder acesso ao seu serviço de mensagens WhatsApp para chatbots rivais. Uma investigação antitruste concluiu que a gigante americana violou as regras de concorrência do bloco.
A vice-presidente da Comissão responsável pela área de Concorrência, Teresa Ribera, afirmou que a UE "considera impor rapidamente medidas provisórias à Meta, para preservar o acesso de concorrentes ao WhatsApp enquanto a investigação estiver em andamento". Isso, disse, poderia evitar "danos graves e irreparáveis à concorrência na Europa".
" A inteligência artificial traz inovações incríveis aos consumidores, inclusive no mercado emergente dos assistentes de IA. Devemos proteger uma concorrência efetiva nesse setor dinâmico " afirmou Ribera. " Não podemos permitir que empresas tecnológicas dominantes explorem ilegalmente sua dominância para obter uma vantagem indevida.
A Comissão Europeia abriu uma investigação sobre a Meta no fim de 2025 por uma possível infração às normas de concorrência e concluiu que a empresa provavelmente abusou de seu domínio de mercado ao impedir que outros serviços de IA acessassem o WhatsApp e ao favorecer seu próprio chatbot, a Meta AI.
O conflito surgiu após uma mudança nos termos de uso do WhatsApp, anunciada em outubro e em vigor desde 15 de janeiro, às empresas que operam na plataforma. Isso impediu as empresas de usarem no aplicativo serviços de IA desenvolvidos por fornecedores independentes, algo que era permitido até então. Trata-se principalmente de chatbots que respondem às solicitações dos usuários.
A Meta negou qualquer infração às normas europeias de concorrência e disse que a UE "não tem qualquer motivo para intervir". Em dezembro, a empresa havia justificado sua política com o argumento de que a proliferação de assistentes virtuais de IA no WhatsApp "exige muito de nossos sistemas, que não foram projetados para suportar tal carga".
No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) comanda investigação semelhante. O órgão chegou a suspender a entrada em vigor da nova política da Meta, mas a empresa conseguiu na Justiça, no mês passado, suspender essa decisão.