Viernes, 13 de Febrero de 2026

Com pintura de lucho acosta, flu bate botafogo em clássico quente

BrasilO Globo, Brasil 13 de febrero de 2026

Balão mágico

Balão mágico
A quinta-feira pré-Carnaval no Rio de Janeiro virou dia de Campeonato Brasileiro. E de clássico. Numa noite de calor, depois de vários dias chuvosos, 30 mil torcedores fizeram bonito no Maracanã e viram um duelo também muito quente, que terminou com vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Botafogo, pela terceira rodada. Lucho Acosta foi o nome da partida ao marcar o gol da vitória do Flu, em um lindo balão em Neto, na pequena área, após falha do goleiro alvinegro.
Com o resultado, o tricolor de Luis Zubeldía chegou aos sete pontos e se igualou aos líderes da competição. Já o alvinegro de Martín Anselmi estacionou nos três, no meio da tabela. O Flu chegou a 16 jogos de invencibilidade como mandante, sendo 15 vitórias seguidas.
No primeiro tempo, a temperatura ganhou do futebol no Maracanã. Os cinco cartões amarelos (incluindo um para Zubeldía) deram uma mostra do que foi a partida. Um jogo muito físico, de faltas e lances mais pesados.
Com bola rolando, a dinâmica inicial foi de um Fluminense que marcava melhor e pressionava o Botafogo contra o próprio campo. A equipe de Anselmi, que teve a estreia do zagueiro Ythallo " regularizado após o fim do transfer ban " já como titular, tentava contornar as dificuldades com as bolas longas mirando em Arthur Cabral, sem muito sucesso. Para piorar, o time perdeu Allan, que saiu ainda no primeiro tempo com dores na perna esquerda. Barrera entrou, mas o alvinegro perdeu em agressividade na marcação e na saída de bola.
Ganhando mais a segunda bola, o Fluminense levava perigo quando tinha espaço para triangular pelo meio, principalmente com Acosta e Martinelli " homenageado pelos 300 jogos com a camisa tricolor antes do início da partida. O último passe normalmente ficava a cargo de Samuel Xavier, outro que fazia bom jogo.
Foram de Samuel os dois passes para as melhores chances do jogo, com Canobbio, no fim do primeiro tempo. Na primeira, o uruguaio aplicou bonita caneta em Barboza e bateu por cima. Logo depois, carimbou a trave de Neto.
O segundo tempo ganhou contornos ainda mais favoráveis ao Fluminense. Logo no primeiro ataque, John Kennedy ganhou de Newton na área e ficou de frente para o goleiro, mas a indecisão entre encobrir ou bater para o gol o atrapalhou, e o camisa 9 acabou cavando por cima do travessão.
Frieza que faltou para JK e sobrou para Lucho minutos depois. Acionado na área, Kennedy fez a parede e girou para cima da marcação, batendo para grande defesa de Neto. A bola sobrou nos pés de Martinelli, de frente para o gol. O volante nem chegou a pegar em cheio, mas o goleiro alvinegro falhou e cedeu o rebote para Acosta, que, em um lance de raciocínio rápido, encobriu-o brilhantemente e completou de cabeça para as redes. Golaço.
expulsão quase complica
A torcida tricolor ainda fazia a festa nas arquibancadas quando Canobbio, que quase virou herói na etapa inicial, se transformou em vilão. Foi expulso após cotovelada em Montoro, em lance checado pelo VAR.
Mesmo com um a menos, o Fluminense seguiu superior ao Botafogo. Serna e Kennedy perderam ótimas oportunidades de ampliar por demora na tomada de decisão e falta de capricho no último passe.
A equipe alvinegra conseguiu entrar mais no jogo. Principalmente com a entrada de Matheus Martins no lugar de Alex Telles, que ajudou a reformular o setor ofensivo. O time passou a fazer a saída de bola com uma linha de quatro defensores e capitalizou melhor a vantagem numérica. O atacante uruguaio Lucas Villalba também fez sua estreia com a camisa alvinegra.
Ainda assim, faltou qualidade no último passe. As melhores chances vieram em esforço individual de Artur e em bola aérea para Cabral. Quem levou mais perigo foi Danilo, que teve boa oportunidade em chute de longe e acertou a trave em bela cobrança de falta já no fim da partida. O volante, porém, virou preocupação ao sair com aparentes dores musculares nos minutos finais. A saída de Danilo deixou o Fluminense, que já explorava a transição, ainda mais confortável. O time conseguiu controlar melhor os minutos finais, já que o Botafogo já não possuía mais substituições.
O tricolor volta a campo na segunda-feira, quando enfrenta o Bangu pelas quartas de final do Carioca, no Maracanã. Pela mesma competição, o Botafogo faz clássico com o Flamengo no domingo, no Nilton Santos.
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