Jorginho e o efeito dominó
Análise
Análise
Na temporada passada, o Flamengo controlava os jogos, perdia poucas bolas e, por isso, as coisas estouravam pouco na defesa. Esse controle partia de todo o mecanismo que funcionava: a equipe estava encaixada, os jogadores bem fisicamente e acreditando no que tinham que fazer. A boa fase de Arrascaeta mascarava o mau momento dos outros jogadores de frente. O Flamengo atacava muito mal pelos lados do campo, mas o uruguaio tirava coelho da cartola toda hora, e as coisas funcionavam. Este ano, Paquetá chegou para melhorar esse ataque pelos lados. Ainda não melhorou, é um peixe fora d’água. E a ausência do Jorginho nessas primeiras semanas fez o time perder sentido de jogo, ficar ansioso, perder muitas bolas e partidas ... um efeito dominó psicológico. Com o retorno dele, a tendência é melhorar. Voltar a ser um time ordenado, pausado, a ter sentido. Tem jogadores que são assim: percebemos sua importância quando não estão. Jorginho sabe quando acelerar ou não, qual passe difícil fazer ou não.