Na mania dos ‘estúdios’, aposta de frente pro mar
A tendência dos "estúdios" parece inesgotável. No Rio, as construtoras Montserrat e ...
A tendência dos "estúdios" parece inesgotável. No Rio, as construtoras Montserrat e Calçada vão construir empreendimento com 131 deles, todos com vista frontal para o mar, na Avenida Niemeyer, na Zona Sul. Com cerca de R$ 100 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV), o projeto aposta na demanda de investidores por imóveis de apelo turístico, que podem gerar renda por meio da locação de curta temporada em plataformas como Airbnb.
Batizado de Costa Niemeyer, o empreendimento ficará em terreno de 3 mil metros quadrados quase em frente ao Hotel Sheraton, na altura da Praia do Vidigal. Hoje, parte do terreno é ocupado por um hotel para pets. A obra vai durar 30 meses, e o preço médio por unidade é de R$ 760 mil.
Segundo as construtoras, as unidades terão plantas com espaços entre 32 e 63 metros quadrados. As unidades serão distribuídas em três prédios, cada um com três andares. O projeto prevê ainda rooftop com piscina de borda infinita e vista para as Ilhas Cagarras. Segundo João Paulo Matos, CEO da Calçada, o projeto é o primeiro em dois anos na Zona Sul entre a construtora e a Montserrat, após projeto no Flamengo.
Cresceu, mas está longe
O número de mulheres empregadas na indústria do Rio saltou 70% em cinco anos, atingindo volume recorde. Mas isso não foi suficiente para mexer o ponteiro da diversidade na mão de obra do setor: a participação delas subiu de 18,5% para apenas 22,3% no período. Os dados são de pesquisa da Firjan.
Competição feroz
Enquanto adia o lançamento da operação no Rio e promove demissão em massa, a dona da Keeta enfrenta batalha ainda mais urgente na China. No país natal, a Meituan já viu suas ações caírem quase 60% no último ano e prevê divulgar seu maior prejuízo anual desde 2021, diante da concorrência feroz das rivais Alibaba e JD.com. Essas foram as razões que levaram a S&P a rebaixar a nota de risco da Meituan esta semana. Mas a companhia sustenta que "o ambiente competitivo na China não impacta os planos de expansão da Keeta" no Brasil e que o adiamento da chegada ao Rio se deve a práticas anticompetitivas de rivais.