Viernes, 13 de Marzo de 2026

Ceo da maior petroleira global alerta para ‘consequências catastróficas’ da guerra

BrasilO Globo, Brasil 11 de marzo de 2026

O diretor executivo da estatal saudita Aramco, Amin Nasser, que dirige a maior petrolífera do ...

O diretor executivo da estatal saudita Aramco, Amin Nasser, que dirige a maior petrolífera do mundo em valor de mercado, reservas e produção de petróleo, alertou ontem que o impacto da guerra nos mercados globais de petróleo será "catastrófico" quanto mais tempo durar a interrupção do Estreito de Ormuz causada pelo conflito.
Cortes de produção estão se espalhando por toda a indústria petrolífera do Oriente Médio diante do forte crescimento dos estoques causado pela impossibilidade de escoamento pelo Estreito de Ormuz. No conjunto, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait já reduziram a produção de petróleo bruto em 6,7 milhões de barris por dia. Só a Arábia Saudita cortou 2,5 milhões.
" Há consequências catastróficas para o mercado mundial de petróleo quanto mais tempo durar essa interrupção, e consequências cada vez mais drásticas para a economia global " afirmou Nasser. "Embora já tenhamos enfrentado interrupções no passado, esta é de longe a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou.
O CEO da Aramco disse que a petroleira foi forçada a fechar a maior refinaria da Arábia Saudita após um ataque de drone, e trabalha para reiniciar as operações rapidamente. De acordo com o governo, campos de petróleo também foram alvo de ataques. Ontem, a Abu Dhabi National Oil, estatal dos Emirados Árabes Unidos, foi obrigada a paralisar a refinaria de Ruwais, uma das maiores do mundo, como medida de precaução após um ataque causar um incêndio na área industrial.
Nasser disse que a Aramco está desviando parte do petróleo que habitualmente passava por Ormuz usando um oleoduto em direção a Yanbu, na costa do Mar Vermelho. A empresa pode bombear até 7 milhões de barris por dia, e cerca de 2 milhões serão destinados a refinarias domésticas espalhadas pela costa do Mar Vermelho. A empresa também está exportando produtos refinados, como diesel, a partir de suas refinarias no oeste do país.
A Aramco tem valor de mercado de cerca de US$ 1,7 trilhão e aumentou seu dividendo base para US$ 21,9 bilhões no trimestre encerrado em 31 de dezembro, um aumento de 3,5% em relação aos três meses anteriores. O pagamento maior beneficiará o governo saudita e o fundo soberano do país, que juntos possuem mais de 97% da empresa.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela