Miércoles, 18 de Marzo de 2026

Lucro operacional de planos de saúde cresce 116% em 2025

BrasilO Globo, Brasil 18 de marzo de 2026

As operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registraram lucro ...

As operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registraram lucro operacional de R$ 11,138 bilhões, uma alta de 116,4% na comparação com 2024, que foi de R$ 5,147 bilhões. Já o lucro líquido total, que inclui a remuneração das aplicações financeiras das operadoras com os juros elevados num setor de altas reservas técnicas, ficou em R$ 24,5 bilhões, alta de 120% frente ao ano anterior, o maior resultado líquido da série histórica do setor, iniciada em 2018, sem descontar a inflação. Os números foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde no país.
Mercado concentrado
Apenas nas operadoras médico-hospitalares, o lucro líquido foi de R$ 23,4 bilhões no ano passado, com o resultado operacional de R$ 9,8 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mostra quanto lucro o plano de saúde é capaz de gerar a partir do capital investido, foi de 16,4%, patamar superior aos anos anteriores à pandemia.
"Os dados mostram uma melhora no desempenho econômico-financeiro do setor em 2025, com redução da sinistralidade e crescimento do número de operadoras com resultado positivo. O acompanhamento dessas informações é fundamental para avaliar o comportamento do mercado e apoiar a atuação regulatória da ANS", afirmou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Jorge Aquino, em nota.
Segundo a ANS, as três maiores operadoras (Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde) concentraram quase metade do lucro (49%), mas, apesar da concentração no segmento, 73,5% das empresas acompanhadas pela ANS tiveram resultado líquido positivo. Em 2024, essa parcela ficara em 69,8%.
"Nota-se uma melhora geral no desempenho do setor, com crescimento do número de operadoras registrando resultados positivos", diz a nota da agência.
A sinistralidade, principal indicador do desempenho operacional do setor, caiu no ano passado. Ela foi 81,7%, abaixo dos 83,8% de 2024. O número indica que, de R$ 100 obtidos pelos planos, R$ 81,70 foram utilizados para despesas assistenciais, sendo o menor índice registrado desde 2020.
Segundo a agência, a recomposição das mensalidades acima da variação das despesas assistenciais foi o motivo da queda da sinistralidade. Os planos individuais tiveram reajuste de 6,06%.
Ganho financeiro
Em 2025, as receitas totais dos planos foram de R$ 391,6 bilhões, alta de quase 12% na comparação com 2024, que foi de R$ 350,1 bilhões. Já as despesas do setor alcançaram os R$ 361 bilhões, aumento de 8% na comparação com 2024.
De acordo com a ANS, as aplicações financeiras das empresas, que foram de R$ 134,5 bilhões no ano passado, contribuíram para o resultado líquido financeiro do setor de R$ 14,7 bilhões.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela