Lucro operacional de planos de saúde cresce 116% em 2025
As operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registraram lucro ...
As operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registraram lucro operacional de R$ 11,138 bilhões, uma alta de 116,4% na comparação com 2024, que foi de R$ 5,147 bilhões. Já o lucro líquido total, que inclui a remuneração das aplicações financeiras das operadoras com os juros elevados num setor de altas reservas técnicas, ficou em R$ 24,5 bilhões, alta de 120% frente ao ano anterior, o maior resultado líquido da série histórica do setor, iniciada em 2018, sem descontar a inflação. Os números foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula os planos de saúde no país.
Mercado concentrado
Apenas nas operadoras médico-hospitalares, o lucro líquido foi de R$ 23,4 bilhões no ano passado, com o resultado operacional de R$ 9,8 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), indicador que mostra quanto lucro o plano de saúde é capaz de gerar a partir do capital investido, foi de 16,4%, patamar superior aos anos anteriores à pandemia.
"Os dados mostram uma melhora no desempenho econômico-financeiro do setor em 2025, com redução da sinistralidade e crescimento do número de operadoras com resultado positivo. O acompanhamento dessas informações é fundamental para avaliar o comportamento do mercado e apoiar a atuação regulatória da ANS", afirmou o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras, Jorge Aquino, em nota.
Segundo a ANS, as três maiores operadoras (Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde) concentraram quase metade do lucro (49%), mas, apesar da concentração no segmento, 73,5% das empresas acompanhadas pela ANS tiveram resultado líquido positivo. Em 2024, essa parcela ficara em 69,8%.
"Nota-se uma melhora geral no desempenho do setor, com crescimento do número de operadoras registrando resultados positivos", diz a nota da agência.
A sinistralidade, principal indicador do desempenho operacional do setor, caiu no ano passado. Ela foi 81,7%, abaixo dos 83,8% de 2024. O número indica que, de R$ 100 obtidos pelos planos, R$ 81,70 foram utilizados para despesas assistenciais, sendo o menor índice registrado desde 2020.
Segundo a agência, a recomposição das mensalidades acima da variação das despesas assistenciais foi o motivo da queda da sinistralidade. Os planos individuais tiveram reajuste de 6,06%.
Ganho financeiro
Em 2025, as receitas totais dos planos foram de R$ 391,6 bilhões, alta de quase 12% na comparação com 2024, que foi de R$ 350,1 bilhões. Já as despesas do setor alcançaram os R$ 361 bilhões, aumento de 8% na comparação com 2024.
De acordo com a ANS, as aplicações financeiras das empresas, que foram de R$ 134,5 bilhões no ano passado, contribuíram para o resultado líquido financeiro do setor de R$ 14,7 bilhões.