Viernes, 20 de Marzo de 2026

Agilidade e trânsito político reconhecidos em 60 anos dedicados à imprensa

BrasilO Globo, Brasil 20 de marzo de 2026

OBITUÁRIO

OBITUÁRIO
Morreu na madrugada de ontem, aos 85 anos, o jornalista Mário Gustavo Rolla, ou apenas Mário Rolla, como foi chamado ao longo de mais de seis décadas de carreira. Rubro-negro aficionado, o comunicador carioca se mudou ainda criança para Belo Horizonte, mas regressou posteriormente ao Rio de Janeiro. Ao longo de seis décadas de dedicação ao jornalismo, consolidou uma sólida carreira em meios de imprensa como O GLOBO, Jornal do Brasil e Correio da Manhã.
Teve passagens por veículos como a Tribuna da Imprensa e o Jornal da Vale do Rio Doce, este criado por Rolla em 1985 a pedido do então presidente da estatal, Eliezer Batista.
Sob a chefia de Rolla, o jornal acumulou indicações a prêmios nacionais e internacionais, além de ter abrigado intelectuais e ambientalistas como Washington Novaes e Fernando Gabeira, a quem ele conheceu em Belo Horizonte, no início da carreira de ambos.
" Mário é um amigo de mais de 50 anos. Foi muito bom jornalista, estudioso da História e sempre com muito bom humor. Viemos numa mesma época para o Rio, jornalistas mineiros buscando oportunidades " diz Gabeira. " Fomos amigos até agora.
A convivência entre Gabeira e Rolla em Belo Horizonte é relembrada, inclusive, no documentário sobre o político e ex-revolucionário "Gabeira: Eu não fui preparado para a vida doméstica" (2017), de Moacyr Goés.
Na década de 1990, o carioca foi consultor da Brasif, empresa de investimentos, e há duas décadas trabalhava como assessor de imprensa da Dufry, multinacional da área de varejo de viagem e isenta de impostos (duty free).
" Um dos melhores redatores que conheci, e tinha muita noção de edição, pois já exercera a função em outros jornais. Muito criativo, tinha a vantagem de ser um redator rápido, o que naquela época era fundamental, pois o processo de edição era mais demorado " diz o jornalista e presidente da Associação Brasileira de Letras, Merval Pereira, que trabalhou com Rolla em O GLOBO. " Tinha uma cultura política muito acentuada, conhecia os bastidores de Brasília, o que ajudava muito.
Mário Rolla morreu em seu apartamento, no Flamengo, em decorrência de um infarto. Ele deixa a viúva Marília Abreu, poeta com quem foi casado por 50 anos, e a filha Malva, empresária de equipamentos equestres, prazer herdado do pai na fazenda da família em São Domingos do Prata (MG).
" O que posso dizer do meu pai é que ele foi a pessoa mais inteligente que eu já conheci. Tinha uma mente brilhante para tudo, era extremamente prático, do tipo que resolve as coisas. E adorava que fizessem festa " conta Malva.
Segundo a família, o corpo do jornalista será velado a partir das 9h de hoje, na Capela B Premium do Crematório São Francisco Xavier, no Caju, Zona Norte do Rio, seguida de cerimônia, às 11h.
Mário Rolla/ jornalista, 85 anos
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