Miércoles, 25 de Marzo de 2026

Com apenas parte do grupo da copa, seleção troca testes finais por novas experiências

BrasilO Globo, Brasil 25 de marzo de 2026

tubo de ensaio

tubo de ensaio
Nos planos iniciais do técnico Carlo Ancelotti, os amistosos contra França, amanhã, e Croácia, na próxima terça, seriam o momento em que o grupo escolhido por ele para a Copa do Mundo e o próprio modelo de jogo da seleção seriam postos à prova diante de rivais de um nível técnico que o Brasil deve encontrar nas fases mais agudas da competição. Só que, na prática, a última data Fifa antes da convocação será um misto de desafio final com nova rodada de testes.
As perdas por lesões desde que assumiu o cargo e a necessidade de acelerar o trabalho impediram que Ancelotti observasse a maioria dos jogadores de perto por um tempo razoável. Dos 25 atletas à disposição para estes amistosos, apenas três somam mais de 500 minutos em campo pela seleção com o italiano: Casemiro (612), Marquinhos (519) e Vini Jr (502). Os três são homens de confiança de Carletto e considerados parte do eixo do time-base.
Tomado por incertezas
Outros candidatos a titulares na Copa não foram acompanhados tão de perto pelo técnico, como Gabriel Martinelli (264 minutos pela seleção de Ancelotti), Raphinha (214), Wesley (178), Douglas Santos (171) e João Pedro (141).
Quando se amplia o foco para além do time titular e se considera a montagem do plantel, nota-se que a testagem foi ainda menor. Embora esteja muito bem cotado para ir à Copa, Andrey Santos soma apenas 122 minutos com a seleção desde que o italiano assumiu. É mais que os goleiros Hugo Souza (98) e Ederson (96) e acima do dobro de Danilo, do Flamengo (56), e Fabinho (36).
Claro que a observação dos jogadores vai além do período em campo: inclui o período de treinos pela seleção e o desempenho pelo próprio clube, acompanhado pela comissão técnica e pelos analistas de desempenho da CBF. Mas é só quando eles estão em ação pelo Brasil que Ancelotti pode avaliar fatores como a assimilação de suas ideias e como participam das dinâmicas da equipe.
Ao invés de antecipar o grupo da Copa, Ancelotti levou nove jogadores pela primeira vez. É mais de um terço do total de convocados. E apenas um deles foi chamado às pressas (Kaiki Bruno, para o lugar do lesionado Alex Sandro), o que só ilustra como o treinador chega à reta final de preparação ainda tomado por incertezas.
Segundo o próprio italiano, há quatro vagas abertas (de um total de 26). Apesar do número reduzido, ele admitiu que as dúvidas ainda são muitas.
" São quatro vagas. E acredito que, neste sentido, temos muitas dúvidas. Por isso, nesta convocação chamei jogadores que não conheço muito bem " afirmou Ancelotti em entrevista ao programa do narrador Galvão Bueno no canal SBT, revelando não ter certeza inclusive sobre os setores que receberão as vagas restantes: " Pode ser um jogador na defesa, dois no meio e dois no ataque. A concorrência é forte. A seleção tem muitos jogadores com muito talento e qualidade.
A declaração significa também que algumas das vagas foram preenchidas mesmo com poucos testes. É o caso das laterais. Mesmo Alex Sandro, cuja lesão, em princípio, não ameaça sua presença na Copa, foi escolhido com apenas 260 minutos jogados na seleção de Ancelotti. O fato de ser um jogador que já se provou em grandes ligas e na própria seleção vira um diferencial numa posição que vive uma crise no futebol brasileiro.
" Todo mundo sabe, falta o que nunca tinha faltado, os laterais. Brasil teve laterais fantásticos: Cafu, Marcelo... Agora, temos um pouco de carência, inclusive de jovens " analisou o técnico, que citou Wesley como promessa, admitiu que pode improvisar um zagueiro na função (como já fez com Éder Militão, pela direita, no amistoso contra o Senegal), e sinalizou que pode fazer o mesmo com Ibañez nesta data Fifa:
" Quando se tem um ponta muito forte no ataque, não é necessário um lateral que ataque também.
Marquinhos não treina
Para quem ainda não foi testado por Ancelotti, porém, buscar brecha nesta reta final é um desafio. Principalmente num cenário em que mesmo aqueles que já foram chamados tiveram poucos minutos para aparecer. Mas, a quem foi permitido sonhar quando a porta parecia já estar fechada, qualquer segundo vale.
" É tentar aproveitar ao máximo no campo para mostrar futebol. A gente sabe que não é fácil, mas espero aproveitar " disse Gabriel Sara, que tenta pegar para si essa possível vaga ainda aberta no meio. " Que seja o início de um trabalho, jogar o melhor futebol que puder. Seleção é momento, os melhores vão. Estou em um momento muito bom, quero manter isso o máximo possível.
Não é só o tempo de jogo que é curto. Somente hoje, com a chegada de Douglas Santos e Luiz Henrique, que atuam na Rússia, é que Ancelotti comandará o primeiro treino com todo o grupo. Ontem, Marquinhos foi poupado pelo segundo dia seguido. Com um desgaste na coxa direita, o zagueiro ficou na academia.
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