Botafogo recorre contra decisão que extinguiu processo sobre saf
O Botafogo recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a decisão que extinguiu o ...
O Botafogo recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a decisão que extinguiu o processo envolvendo John Textor e a Eagle Football Holdings a respeito do controle da SAF e encaminhou o caso à arbitragem. Na petição, o clube argumenta que o caso não pode ser encerrado dessa forma e pede que os desembargadores sigam avaliando a questão, para evitar possíveis prejuízos enquanto o conflito não é resolvido.
O clube entrou com uma manifestação na 21ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ, no âmbito do agravo de instrumento protocolado pela Eagle. No início de fevereiro, a empresa, representada pelos advogados contratados pela Ares, principal credora do grupo, argumentou que o processo deveria ser exclusivamente feito pela arbitragem, após a constituição do Tribunal Arbitral. Nesse cenário, Textor seguiria no comando da SAF alvinegra até decisão. O clube entende que a Justiça deveria continuar analisando o mérito até que a arbitragem, que ainda não tem início previsto, seja de fato instaurada.
O principal caso que o associativo deseja que a Justiça reavalie é a manutenção de Textor no controle da SAF por meio de uma liminar. Em trecho da petição, o clube sustenta que o Poder Judiciário pode apurar o descumprimento de decisões judiciais e aplicar sanções, não podendo delegar essa função ao Tribunal Arbitral. Também afirma que não faz sentido o Judiciário esperar a arbitragem para agir, alegando indícios de descumprimento e possível crime, cabendo a ele garantir o cumprimento de suas próprias decisões.
O Botafogo ainda destaca que a conduta da SAF pode causar danos financeiros relevantes, citando riscos ligados à gestão e ao aumento do endividamento, além da possibilidade de operações prejudiciais. Segundo o clube, manter a atual administração sem revisão judicial, mesmo diante desses indícios, pode agravar a situação e gerar prejuízos maiores.
" O clube vem demonstrando reiteradamente no processo a possível gestão temerária e o descumprimento das decisões judiciais. Segundo o desembargador relator Marcelo Marinho, toda e qualquer operação deveria ser previamente informada em juízo, o que não ocorreu até o presente momento " explicou Leonardo Antonelli, advogado do clube associativo, à reportagem.
O desembargador citado foi quem determinou a suspensão de todos os atos relativos à venda e negociação de ativos da SAF do Botafogo em janeiro, proibindo Textor também de vender jogadores.