Martes, 07 de Abril de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 7 de abril de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Máquinas mortíferas
Eu sei que sou privilegiada em muitos e bons sentidos e, neste meu mundo reduzido de habitante da Zona Sul do Rio, posso observar que o uso descontrolado das bicicletas elétricas, ao contrário de defender a ecologia e seus princípios genuínos, está ampliando o caos urbano e funcionando quase como uma arma agressiva aos pacíficos pedestres e quase suicida para seus próprios usuários. Esses parecem ignorar o perigo que correm desafiando uma liberdade equivocada, de um veículo que atinge velocidade alta na concorrência com os pedestres, mas que não tem os recursos de proteção necessária, quando nas ruas.
A liberação sem controle destas máquinas que caminham livremente pelas calçadas, ruas, na direção de preferência de seus condutores, ainda carregando caronas, na velocidade escolhida por eles, se transformou em um denominador que só amplia a já exigente convivência urbana.
Nada é mais ecológico do que caminhar a pé.
Nada é mais ecológico do que programas de planejamento do transporte público eficiente.
Nada é mais ecológico do que o respeito ao outro.
Espero profundamente que a tragédia anunciada de Emanuelle e Francisco sirva para uma ação eficaz dos governos em relação a movimentação e trânsito urbano.
Beatriz Milhazes
Rio
Sabe nada de selim
Ando de bicicleta nas ruas do Rio há 25 anos. Tenho uma comum, uma de carga e um autopropelido. E fica evidente que o decreto foi escrito por pessoa que de certo não tem a menor experiência sobre o selim. O texto é confuso, sem embasamento e com limitações absurdas. Bicicletas elétricas não podem mais andar na São Clemente. Nem virar à esquerda, aparentemente. E perpetua mitos ineficazes. Não são proibições à bicicleta e obrigações aos ciclistas que vão trazer segurança. Ciclovias e fiscalização de motoristas são o caminho para um Rio menos letal. Não tem nada disso no decreto.
Jan Kruger
Rio
Endereço de todos
Joaquim Ferreira dos Santos foi de extrema felicidade ao escolher a frase "A Rua do Perdeu vai se tornando o endereço de todos" para ser o título da coluna que publicou nesta segunda-feira. Ele destaca como exemplos alguns locais no Centro e na Zona Sul em que tem evitado transitar, mas, como a falta de segurança está se espalhando por todo o Rio, a "Rua do Perdeu", aos poucos, vai se tornando o endereço de todos. Infelizmente, essa é a realidade dos cariocas e dos fluminenses. Então, o que fazer com o problema da criminalidade se quem deveria resolvê-lo não são pessoas confiáveis? Se os últimos cinco ex-governadores foram presos, e o mais recente está sob investigação de ter cometido crimes de corrupção no exercício do mandato? Aí fica difícil encontrar uma solução pra segurança no Rio de Janeiro.
Marcos Coutinho
Rio
Uber Desvios
No dia 4 de abril, às 15h31, enviei pela Uber Envios uma encomenda para uma pessoa amiga na Barra, e a encomenda não chegou, a pessoa nunca recebeu esse envio. A viagem foi realizada pelo Courier Moto Josafa, Yamaha LMF 9B17.
Reclamei várias vezes com a Uber, mandei várias mensagens, telefonei para o motociclista. E nada aconteceu. Ou seja, a Uber Envios não é confiável. Tratava-se de um presente de aniversário que comprei, e tive um prejuízo por confiar na Uber.
Liszt Vieira
Rio
Laranjões
O insucesso dos laranjões no Rio expõe dois problemas centrais da cidade: a falta de políticas claras para o manejo de resíduos " como separação adequada e descarte nos horários de coleta " e o agravamento da situação da população em situação de rua, que frequentemente revira esses contêineres em busca de materiais para revenda.
Cabe à prefeitura investir em campanhas de conscientização sobre o descarte correto do lixo, com o engajamento da população. Além disso, por que não estruturar políticas públicas que incluam essas pessoas em cooperativas de coleta, gerando renda e contribuindo para a limpeza urbana? Também chama atenção a concentração desses equipamentos em áreas nobres e turísticas, enquanto outros bairros permanecem desassistidos.
A cidade precisa estar limpa não apenas onde circulam turistas, mas, sobretudo,
onde vivem seus moradores. Afinal, todos pagamos IPTU, e uma cidade limpa é o mínimo que se espera.
Rafael Canellas
Rio
Na Praça Santos Dumont, tenho notado o retorno da mosca-varejeira, aquela graúda de brilho metálico azul ou dourado, que eu supunha em vias de extinção. Longe disso. O que há, na verdade, é um ambiente propício ao seu ressurgimento. Nas gigantescas lixeiras da Comlurb, frequentemente destampadas e abarrotadas de resíduos orgânicos da feira livre, elas encontram condições ideais para proliferar. Ali depositam seus ovos, que eclodem em poucas horas. Mas o incômodo não é apenas estético ou olfativo. A presença da mosca-varejeira traz consigo riscos concretos à saúde pública, pois são vetores de muitas doenças.
Eris A. Scheiguetz
Niterói, RJ
É certo que muito carioca despreza o hábito de jogar o lixo no lixo. Desafio inglório. Os cientistas da Comlurb deduziram que seria um problema de visão. E, então, entupiram nossas vias com imensos contêineres na cor laranja-cheguei. Diante da grita geral, os einsteins comlurbianos provavelmente irão focar seus QIs no fedor por eles emanados e em como estacionar os monstrengos. O que será que nos aguarda? Eureka! Toneladas de incenso a burlar nossos olfatos e, para ordenar o parqueamento das supercaçambas, flanelinhas!
ARNALDO ROZENCWAIG
RIO
Nossa Senhora!
Do meio para a direita, faixas exclusivas para ônibus e táxis, muitas vezes vazias. A faixa da esquerda, onde é proibido estacionar, virou abrigo para Uber, caminhões descarregando, uma "ida rápida à farmácia", bastando ligar o pisca-alerta... e sobra apenas uma pista, sempre lotada, para carros de passeio. Essa é a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
José Oliveira
Rio
Nu com mão na toga
Um ministro do STF decretou a prisão do homem que o desvendou sem a toga. Quem não se lembra do conto de Hans Cristian Andersen acerca do rei que julgava estar vestido com o mais belo tecido e desfilou pelas ruas com a multidão em silêncio, até que um menino gritou: "o rei está nu". No conto, o rei constrangido não mandou prender o menino, mas, na realidade, sim. Em terra de supremos, é sempre um risco expor a verdade. Em geral, os ministros parecem tão solenes e majestáticos que muita vez ninguém percebe a triste nudez moral de alguns, até que um outro menino rompe o silêncio e mostra a sua face real, até então oculta. Compreendo a vergonha do rei, não compreendo a falta dela nos ministros. Aliás, estará igualmente nu o procurador-geral, como suspeita Thaís Oyama ("Por que Moraes não é investigado?", 4 de abril) ?
Assis de Mello e Silva
Rio
Brasil é vice
Quem acredita ser o povo brasileiro campeão mundial na categoria "não saber votar" desconhece os eleitores americanos de Donald Trump. Estes, sim, merecem a faixa de "os piores do mundo".
MARIÚZA PERALVA
Niterói, RJ
Viciante e destrutiva
A recente condenação judicial da Meta nos EUA, por produzir ambientes digitais reconhecidamente nocivos e potencialmente viciantes " sobretudo para jovens ", marca um ponto de inflexão: começa-se a responsabilizar quem lucra com a exploração de vulnerabilidades humanas. No Brasil, porém, seguimos na direção oposta. A legalização das apostas instituiu, com respaldo estatal, uma atividade cujo potencial viciante e destrutivo é amplamente conhecido, especialmente entre adultos financeiramente vulneráveis. A responsabilidade é inequívoca. O Congresso aprovou; o presidente Lula sancionou; e as casas de apostas, por meio de publicidade agressiva e onipresente, naturalizam e incentivam o comportamento compulsivo. Não se alegue desconhecimento: trata-se de uma atividade capaz de induzir a dependência e devastar finanças pessoais.
Alter B. Heyme
Rio
Imagina se...
O menino Neymala quis ofender e desqualificar um árbitro comparando-o a uma mulher menstruada. Entretanto, essa condição biológica das mulheres não impede que elas cuidem da casa, dos filhos, da família, trabalhem, estudem... Já o menino Ney, mala pesada, passou mais de mil dias no departamento médico, afastado dos gramados. Imagine se ele menstruasse.
Fabiano Villardo
Cordeiro, RJ
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