Flu aposta na boa fase de john kennedy na estreia na libertadores
Em busca do bi
Em busca do bi
A Libertadores está de volta. Depois de estabelecer uma hegemonia com sete conquistas seguidas e duas finais recentes, o Brasil terá o menor número de representantes desde 2016, já que Bahia e Botafogo caíram nas fases preliminares. Por outro lado, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Mirassol e Palmeiras mantêm o amplo favoritismo do país na competição. Hoje, o tricolor estreia contra o Deportivo La Guaira, às 19h (de Brasília), na Venezuela, enquanto a equipe mineira enfrenta, também fora de casa, o Barcelona de Guayaquil, às 21h.
Diante da superioridade financeira e técnica no continente, os brasileiros se aproveitam do enfraquecimento dos argentinos, que não levantam o troféu da Libertadores desde 2018, quando o River Plate foi campeão em cima do rival Boca Juniors. Os "millonarios", aliás, ficaram fora desta edição e jogam a Sul-Americana, enquanto os xeneizes já não são um bicho-papão e estão na chave do Cruzeiro, chamada de "grupo da morte" por também ter Barcelona e Universidad Católica-CHI.
Se River e San Lorenzo não disputam a Libertadores neste ano, há argentinos bem menos tradicionais que estreiam no torneio, como Platense e Independiente Rivadavia, nos grupos de Corinthians e Fluminense, respectivamente. Campeão da Copa da Argentina em 2025, o time de Mendonza é um dos líderes do Apertura " campeonato nacional do primeiro semestre. Além deles, Estudiantes, Rosário Central e Lanús, adversário do novato Mirassol, fecham a lista dos hermanos que tentam superar o domínio brasileiro.
Herói do título de 2023
Por conta do que fizeram nos últimos anos, Flamengo e Palmeiras despontam novamente como os principais favoritos, mas o Fluminense de Luis Zubeldía disputa uma vaga nessa elite: terceira colocada do Brasileiro, é um dos mandantes mais temidos no Maracanã, com 14 vitórias seguidas no campeonato, o que pode fazer a diferença no cenário sul-americano.
Autor do gol que deu ao Flu o título da Libertadores de 2023, John Kennedy passou por altos e baixos desde que levou o tricolor à glória eterna, mas, agora, tem a chance de aumentar a sua história na competição. Artilheiro isolado da equipe na temporada com sete gols, sendo dois deles nas últimas duas partidas (Coritiba e Corinthians), o moleque de Xerém é a grande esperança para o time estrear com o pé direito na Venezuela.
Se hoje é praticamente unanimidade no elenco, JK deixou a desejar em 2025, mas a diretoria bancou a sua permanência enquanto seguia no mercado em busca de um centroavante. Um dos motivos que influenciaram nessa decisão foi a valorização do seu comprometimento no dia a dia:o camisa 9 antecipou o seu retorno das férias, em janeiro, e, enfim, reencontrou o caminho das redes.
Canobbio e Samuel
Agora diante da concorrência de Rodrigo Castillo, maior contratação da história do Fluminense, John Kennedy sabe que precisa subir o nível para manter a titularidade e vem tirando proveito dessa concorrência interna até o momento. Além dos gols, ele se mostra mais participativo não só na fase ofensiva, como também na hora de pressionar a saída de bola do adversário, o que já rendeu elogios de Zubeldía.
Na estreia de hoje contra o La Guaira, o Fluminense conta com os retornos de Canobbio e Samuel Xavier, que ficaram fora diante do Coritiba por controle de carga. Com Lucho Acosta centralizado, o uruguaio se juntará a Savarino e JK no ataque. Os volantes Bernal e Nonato seguem em recuperação de lesões.