Sai a chuva de gols, entram as polêmicas dos pênaltis
Não teve a chuva de bolas na rede nem o futebol envolvente de PSG 5 x 4 Bayern de Munique da ...
Não teve a chuva de bolas na rede nem o futebol envolvente de PSG 5 x 4 Bayern de Munique da terça-feira passada. O empate em 1 a 1 entre Atlético de Madrid e Arsenal, ontem, pela outra semifinal da Liga dos Campeões da Europa, no Metropolitano, ficou marcado pela quantidade de pênaltis. Foram três, sendo dois que geraram os gols e um anulado posteriormente. E, como não podia deixar de ser neste contexto, não faltaram polêmicas.
Ao fim, sobraram reclamações, seja pelas penalidades assinaladas, seja pela que foi revertida após chamado do VAR. Esta última, um lance que poderia ter decidido a partida.
Já aos 32 minutos do segundo tempo, Eze levou um pisão de Hancko na área, e o pênalti foi marcado. Só que, após ser chamado pelo VAR e rever a cena no monitor, o árbitro Danny Makkelie voltou atrás e anulou a penalidade.
Uma decisão polêmica, já que as imagens mostraram que o jogador do Atlético chegou atrasado e não tocou na bola antes de acertar o adversário. Além disso, trata-se de um lance interpretativo, que não deveria ser alvo de intervenção do VAR.
" Estou decepcionado e irritado. Isso mudou o curso do jogo. Estou muito chateado " desabafou o técnico do Arsenal Mikel Arteta à TNT.
Do outro lado, também houve queixas. Técnico do Atlético, Diego Simeone considerou exagerada a marcação do primeiro pênalti, que permitiu ao Arsenal abrir o placar na capital espanhola, aos 44 minutos do 1º tempo, com Gyokeres.
Na ocasião, o sueco estava posicionado no centro da área para receber cruzamento de Zubimendi, percebeu a aproximação de Hancko por trás e segurou para proteger. Acabou no chão. Para Simeone, o contato não foi suficiente para a marcação do pênalti.
" É um pênalti em semifinal. Tem que ser um pênalti mesmo. Tem que ter um contato. Acho que foi muito leve " reclamou o técnico argentino ao canal Movistar.
O empate também veio num lance que contou com a intervenção do VAR. Aos 8 minutos, Ben White se jogou na frente para interceptar chute de Llorente. A bola bateu em sua mão. Num primeiro momento, o árbitro mandou seguir, mas acabou acatando a sugestão de ir ao monitor e rever a cena. Pênalti concedido e convertido por Julián Álvarez.
A partir daí, faltou pontaria ao Atlético, que dominou até os 22 minutos, quando as trocas fizeram o Arsenal se reorganizar. Aos 17, o francês Griezmann chegou a acertar o travessão. O melhor jogador em campo acabou deixando o estádio sem o seu gol, justo no seu último jogo de Champions no Metropolitano (o maior artilheiro da história do Atlético irá para o Orlando City, dos EUA, na próxima temporada).
Na próxima terça-feira, em Londres, as equipes fazem o jogo de volta em busca de uma vaga na grande final.