Jueves, 30 de Abril de 2026

Suspensão de direitos políticos da eagle bidco movimenta peças na saf do botafogo

BrasilO Globo, Brasil 30 de abril de 2026

tabuleiro alvinegro

tabuleiro alvinegro
A semana é de jogo de xadrez nos bastidores do Botafogo. A SAF alvinegra enxergou como uma vitória a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) de suspender os direitos políticos da Eagle Bidco, braço da Eagle Football Holdings (EFH), de John Textor, que detém as participações nos clubes da rede e, por sua vez, já havia conseguido o afastamento do empresário americano na Justiça do Reino Unido.
Ciente de que o associativo é, agora, o único sócio com direito a voto na assembleia que precisará ser convocada pelo agora administrador interino Durcesio Mello, o clube-empresa entende que será mais fácil dialogar com a ala social do alvinegro do que com os acionistas majoritários, que ainda detêm 90% das ações. Há, internamente, a crença de que a única preocupação da Bidco é conseguir recuperar o Lyon-FRA.
O pedido de suspensão dos direitos políticos da Eagle feito pela SAF foi uma estratégia para evitar que a Bidco assumisse o controle do futebol alvinegro. Há no clube-empresa o entendimento de que o Lyon e a holding têm valores a pagar ao Botafogo e, caso a Eagle assumisse a administração da SAF, poderia ser assinado um documento que livrasse as partes dos valores que o alvinegro acredita ter direito a receber.
Nos bastidores, a SAF do Botafogo argumenta que, por conta do caixa único que imperava na holding sob o comando de Textor, uma quantia próxima de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 292 milhões) foi enviada ao Lyon. Há, inclusive, uma disputa entre os clubes na Justiça brasileira para que o alvinegro consiga recuperar esse valor.
A partir de agora, a estratégia da SAF do Botafogo será se aproximar do clube social para apaziguar a situação e, principalmente, conseguir a aprovação do empréstimo de 25 milhões de dólares (R$ 125 milhões) da GDA Luma, desejado por John Textor, através da emissão de novas ações do clube-empresa. Em diversas oportunidades, porém, o associativo já indicou que recusaria a entrada dos valores, pelo entendimento de que se trata de uma operação com muitos riscos para o futuro do alvinegro.
Em paralelo, o associativo continua com conversas em andamento em busca de um novo investidor para a SAF. A Cork Gully, empresa de Londres que é a administradora judicial da Eagle Bidco, também conduz tratativas na Europa.
Venda de Danilo
Ciente de que o ótimo desempenho de Danilo na temporada (nove gols e três assistências pelo clube e um gol pela seleção brasileira) faz crescer cada vez mais o assédio em cima do volante, o Botafogo acredita que somente clubes europeus terão condições de tentar a contratação do camisa 8. A SAF alvinegra não crê que Palmeiras e Flamengo conseguirão fazer esforço financeiro suficiente para alcançar os valores desejados " entre 35 e 40 milhões de euros (R$ 235 a 240 milhões).
A alta pedida do Botafogo também tem a ver com os 24 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões) que o clube se comprometeu a pagar ao Nottingham Forest-ING no ano passado pela compra do volante. O valor ainda não foi pago, e a dívida foi renegociada junto ao clube inglês por John Textor, que tem boa relação com Evangelos Marinakis, dono do Nottingham. A ideia do clube é lucrar o máximo possível na operação para poder ficar com a maior parte da venda do jogador.
Com dívida em aberto também junto ao estafe de Danilo, que inclusive processou o clube na Justiça, o Botafogo viu o atleta ser oferecido ao Palmeiras e ao Flamengo em diferentes momentos desta temporada. No entanto, com a iminente chegada de ofertas da Europa e a confiança em um bom desempenho na Copa, os empresários e o próprio jogador veem o retorno ao Velho Continente como a opção mais vantajosa.
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