Viernes, 01 de Mayo de 2026

Big techs dos eua planejam investir us$ 725 bi este ano

BrasilO Globo, Brasil 1 de mayo de 2026

As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos agora planejam gastar até US$ 725 bilhões ...

As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos agora planejam gastar até US$ 725 bilhões neste ano em investimentos, principalmente em equipamentos para data centers de inteligência artificial (IA). Esse volume é quase o dobro (92% maior) do que os US$ 376 bilhões investidos essas empresas em 2025.
A Alphabet e a Meta elevaram suas projeções de investimentos para o ano inteiro, enquanto a Microsoft divulgou sua primeira estimativa de gastos até o fim de dezembro, igualando a Alphabet em US$ 190 bilhões.
A Amazon foi a única entre as quatro grandes desenvolvedoras de data centers a manter seus números inalterados, em US$ 200 bilhões, embora tenha reportado um aumento nos gastos no trimestre findo em março, o que reduziu seu fluxo de caixa livre. As quatro empresas divulgaram seus balanços do primeiro trimestre na quarta-feira, depois do fechamento dos mercados.
" Estamos aumentando nossa previsão de investimentos em infraestrutura para este ano " afirmou o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em teleconferência com analistas na quarta-feira.
A empresa elevou o limite superior de sua faixa planejada de gastos para US$ 145 bilhões.
" A maior parte disso se deve a custos mais altos de componentes, especialmente os preços de memória. Mas todos os sinais que estamos vendo em nosso próprio trabalho e em toda a indústria nos dão confiança nesse investimento " disse Zuckerberg.
Alphabet salta 9,97%
O aumento dos gastos foi impulsionado por resultados fortes nas quatro empresas trilionárias, que cumpriram ou superaram as expectativas em diversos indicadores. Ainda assim, a reação do mercado não foi uniforme, já que Amazon e Alphabet apresentaram resultados mais impressionantes do que a Meta, cujos gastos também foram vistos como mais arriscados em comparação com seus pares que operam serviços de computação em nuvem, os quais lhes permitem alugar qualquer capacidade excedente.
Alguns analistas de mercado, no entanto, mostraram preocupação com os gastos. As ações da Meta desabaram 8,55% ontem, a US$ 611,91, no seu pior dia desde outubro do ano passado, devido à previsão de gastos informada no balanço.
A Amazon registrou uma alta modesta, de 0,77%, a US$ 265, enquanto a Microsoft teve queda de 3,93%, a US$ 407,78, devido a preocupações com o crescimento da receita da empresa.
Já os papéis da Alphabet, controladora do Google, saltaram 9,97%, a US$ 381,94. Na quarta-feira, a empresa reportou forte demanda por seu serviço de computação em nuvem e inteligência artificial, um sinal de que seus vultosos investimentos em infraestrutura de IA estão dando resultado.
Outra big tech americana, a Apple, divulgou ontem seus resultados trimestrais, que superaram as projeções de analistas, puxados pela demanda por iPhones e pela linha de computadores Mac.
A receita saltou 17%, para US$ 111,2 bilhões no período encerrado em 28 de março. O mercado esperava US$ 109,7 bilhões. A própria Apple havia projetado crescimento de vendas entre 13% e 16%.
Em março, a empresa lançou diversos produtos, como o MacBook Neo, o iPhone 17e, versões atualizadas do iPad Air e um novo MacBook Pro. O Neo, a primeira grande investida da Apple em laptops de baixo custo, mostrou-se bastante popular.
Apple: IA é desafio para CEO
Os resultados também indicam que o futuro CEO da Apple, John Ternus, que assumirá o cargo de Tim Cook em setembro, vai encontrar uma base sólida.
Além de lidar com os desafios da cadeia de suprimentos, Ternus terá a tarefa de reverter o desempenho da Apple em inteligência artificial. A gigante de tecnologia está tendo dificuldades para acompanhar seus rivais do Vale do Silício nessa área e adiou recursos importantes, incluindo uma versão reformulada da assistente de voz Siri.
A Apple também informou ontem que vai recomprar o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões de suas ações.
Os papéis da empresa fecharam ontem em alta de 0,44%, a US$ 271,35. Já nas negociações do after market, depois da divulgação do balanço, subiam cerca de 2,5%.
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