Jogadora ou mãe? novas regras permitem conciliação
A luta por avanços no futebol de mulheres não diz respeito somente ao direito de jogar com ...
A luta por avanços no futebol de mulheres não diz respeito somente ao direito de jogar com condições e estrutura adequadas, mas também de ter segurança profissional e perspectiva de viver além do campo. Para muitas jogadoras, a maternidade é um sonho; para outras, apenas um caminho natural, mas até pouco tempo, fazer essa escolha, principalmente quando envolvia gravidez, significava renunciar à carreira ou a parte dela. Hoje, com as regras estabelecidas pela Fifa e, mais recentemente, pela CBF, tornou-se possível conciliar as duas coisas.
Em 2024, entrou em vigor a regra internacional que estipulou 14 semanas de licença-maternidade para jogadoras com filhos biológicos ou adotivos, recebendo ao menos dois terços do salário, além de estabelecer seu pagamento integral até o início da licença. Isso criou a base para ampliar a discussão e mirar novas formas de tornar o futebol mais acolhedor para mães e futuras mães. O Brasil acompanhou o movimento somente em 2025, e determinou que a partir de 2026, custearia a logística para que atletas em fase de amamentação pudessem levar seus filhos a viagens oficiais, caminho que já vinha sendo consolidado nos Estados Unidos, que regulamentou a licença-maternidade em 2022 sob liderança de Alex Morgan, lenda da seleção local, já aposentada.
Avanço recente
No futebol brasileiro, pode-se usar o caso de Tamires, lateral da seleção brasileira e hoje no Corinthians, como contraponto ao de Ketlen Wiggers, do Santos. A defensora teve seu filho em 2009 e ficou três anos longe dos gramados, enquanto a artilheira da Vila fez história no ano passado ao se tornar a primeira jogadora a se manter em atividade até os oito meses de gestação, retornando ao campo após o parto.