O nosso elton john
Quarta-feira passada, a TV Globo exibiu para milhões de brasileiros "Gilberto Gil - Tempo Rei - ...
Quarta-feira passada, a TV Globo exibiu para milhões de brasileiros "Gilberto Gil - Tempo Rei - última turnê". O especial celebrou a despedida dos palcos do nosso grande artista, de 83 anos de idade e 60 de carreira, que botou o pé na estrada em março do ano passado, fazendo 30 shows em dez capitais brasileiras, além de Argentina e Chile. No Allianz Parque paulista, por exemplo, Gil reuniu mais de 300 mil fãs no estádio, em várias apresentações, tornando-se o artista brasileiro que mais levou público à arena.
Este tipo de show de despedida, mesmo que depois haja apresentações esporádicas, é muito comum no mundo da música, com artistas geralmente longevos. São os casos das bandas Aerosmith, Eagles e Kiss. Outro exemplo é a turnê oficial de despedida do pianista, cantor e compositor Elton John, de 79 anos. De nome "Farewell yellow brick road", ela começou em 2018 e tornou-se a mais lucrativa da história, arrecadando mais de US$ 900 milhões. Aliás, o artista britânico se apresenta em setembro no Rock in Rio, exatamente ao lado do nosso Gil.
Por aqui, Milton Nascimento, 83 anos, fez a turnê a "Última sessão de música", em 2022, marcando sua despedida dos palcos. Já Martinho da Vila, 88 anos, anunciou sua última sequência de apresentações, intitulada "Pai e filha", ao lado de Mart’nália, que estreia no dia 30 de maio, no Vivo Rio. Enquanto Caetano Veloso, 83 anos, que faz três shows em Portugal e Espanha, com estreia no Porto, dia 27, embora não fale em turnê de despedida, deve reduzir longas excursões lá fora.
Para o crítico musical Tárik de Souza, "é uma glória para nós, brasileiros, termos convivido com todos eles nos palcos, e certamente continuaremos compartilhando eternamente suas composições luminosas, porque são atemporais". Ele completa: "‘Longa é a arte, tão breve a vida’, como cantou em "Querida", o eterno moderno Tom Jobim".
Maravilha!