Fluminense vence o bolívar, mas já não depende de si para avançar na libertadores
dever de casa incompleto
dever de casa incompleto
A missão não era simples, mas os 62.819 mil tricolores presentes ontem, ao Maracanã, compraram o barulho do Fluminense, que realizou uma promoção de ingressos para o jogo, e empurraram o time em busca de uma volta por cima na Libertadores. A abertura do placar nos primeiros minutos deixou a torcida otimista por uma vitória por três gols de diferença sobre o Bolívar-BOL, mas a reação do adversário e as inúmeras chances desperdiçadas colocaram um sabor amargo no placar simples de 2 a 1. Afinal, o time de Luis Zubeldía " suspenso pelo terceiro amarelo " já não depende mais de si por uma classificação.
O Fluminense, agora com cinco pontos, precisa bater, em casa, o Deportivo La Guaira-VEN (3) e, sucessivamente, torcer para o Bolívar (5) não derrotar o Independiente Rivadavia-ARG (10), na altitude de La Paz, pela última rodada da fase de grupos. Devido à situação de insegurança na Bolívia, o jogo pode ser transferido para o Paraguai, como já aconteceu jogos da Libertadores e da Sul-Americana.
Falta de precisão
Diante de um Maracanã praticamente lotado, o Fluminense aproveitou o clima favorável para encurralar o Bolívar no início da partida. E a pressão surtiu o efeito esperado: Lucho Acosta abriu o placar aos cinco minutos, após John Kennedy atrapalhar a saída de bola adversária e Canobbio exigir grande defesa de Lampe. O gol só comprovou por que Lucho é peça fundamental no elenco tricolor.
Foi justamente no período em que o meia argentino esteve lesionado que o Fluminense caiu de rendimento, principalmente pela falta de criatividade. Mas, ao mesmo tempo, ele não conseguia fazer tudo sozinho e lamentou as chances desperdiçadas por seus companheiros. Em uma delas, JK recebeu cruzamento na medida de Guga, mas desviou mal de perna esquerda.
Apesar do abafa inicial, o tricolor passou, aos poucos, a desacelerar o ritmo, o que levou a uma certa inquietação na arquibancada por conta da necessidade de fazer mais gols. Para piorar a situação, a equipe boliviana foi letal em um erro no sistema defensivo tricolor. No começo do lance, Hércules foi facilmente driblado por Pato Rodríguez, que enfiou belo lançamento nas costas de Arana, Freytes e Ignácio e viu Dorny Romero completar para o fundo das redes.
Depois do empate, não faltaram oportunidades para o Fluminense tomar de novo a frente do placar, mas a conclusão das jogadas ainda deixava a desejar. Se os primeiros minutos levaram a torcida ao delírio, a saída para o intervalo foi marcada por um misto de vaias e aplausos, o que, de certa forma, é compreensível pela urgência de uma vitória expressiva.
Enquanto Zubeldía ficava inconformado com a falta de contundência do ataque tricolor em um dos camarotes do Maracanã, o auxiliar Maxi Cuberas esperou um pouco mais de dez minutos da segunda etapa para deixar o time ainda mais ofensivo com as entradas de Soteldo (Canobbio) e Castillo (Nonato). Logo depois que entrou em campo, o centroavante argentino chegou a balançar as redes, mas estava impedido no lance " o VAR confirmou a anulação do gol.
Em uma noite de pouca inspiração, John Kennedy, enfim, correspondeu às expectativas justamente em seu último lance no jogo, quando superou o goleiro boliviano ao completar o cruzamento de Soteldo, que se tornou a válvula de escape pelo lado esquerdo. Apesar de cumprir a sua principal função dentro de campo, o artilheiro do Fluminense no ano foi substituído logo em seguida por Germán Cano, ovacionado pela torcida, mas que pouco produziu ofensivamente.
vitória e vaias
Entre as oportunidades criadas pelo tricolor no fim do jogo, Samuel Xavier e Castillo ficaram perto de aumentar o placar, mas acabaram lamentando um placar que deveria ser mais elástico. A torcida, que gostaria de comemorar mais gols, saiu na bronca e voltou a vaiar uma vitória do próprio time.