Flu vence o la guaira, conta com derrota do bolívar e vai às oitavas da libertadores
Vamos, Tricolores
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Uma classificação que dava todos os sinais de que seria sofrida " em certo momento desacreditada. Afinal, não depender de si na última rodada da fase de grupos da Libertadores estava longe de ser o cenário imaginado para o Fluminense, que, por méritos, se colocou entre as principais forças do futebol brasileiro nos últimos anos. Mas o tricolor conseguiu se classificar às oitavas de final. O time do então pressionado Luis Zubeldía venceu o Deportivo La Guaira-VEN por 3 a 1, ontem, no Maracanã, e contou com a derrota pelo mesmo placar do Bolívar-BOL para o Independiente Rivadavia-ARG na Bolívia.
Apesar do "secador ligado" em Santa Cruz de la Sierra, o Flu precisava fazer sua parte. No início do jogo, teve o cenário perfeito: Savarino marcou de pênalti após César da Silva cortar com o braço o passe de Canobbio. Mas, como na vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, o sistema defensivo voltou a vacilar feio minutos depois de o time abrir o placar.
Desta vez, Jemmes ficou completamente perdido ao levar um balão de Londoño, que teve o chute desviado por Freytes, mas a bola sobrou para o próprio atacante mandar para o fundo da rede. Diante de mais um apagão da defesa, que foi vazada em 15 dos últimos 17 jogos, a torcida se revoltou e passou a vaiar a dupla de zaga, que não parava de bater cabeça, principalmente com cortes errados.
Com Zubeldía pedindo calma em meio ao nervosismo da equipe, a pausa para a hidratação veio na hora certa. No reinício da partida, o Fluminense se encontrou novamente com a bola no chão. De volta após cerca de um mês fora por lesão na coxa esquerda, Martinelli deu o que faltou ao meio-campo nos últimos jogos: dinamismo. Após ótima troca de passes, o volante serviu Hércules, que colocou o tricolor na frente novamente ao infiltrar na área e chutar firme cruzado.
Tensão e euforia
Apesar da vantagem no placar, o Fluminense saiu para o intervalo sob um misto de aplausos e vaias da torcida, que, desta vez, foi ao delírio com o primeiro gol do Rivadavia, o que garantiria a classificação tricolor naquele momento. Diante da combinação de resultados a favor, o time poderia fazer da sorte um incentivo a mais para melhorar o próprio desempenho no segundo tempo.
É verdade que tudo ficaria mais fácil se um pênalti claro fosse marcado em cima de Lucho Acosta, derrubado pelo adversário na área. Os jogadores do Flu até tentaram pressionar a arbitragem para rever o lance no VAR, mas de nada adiantou. Nesse meio-tempo, saiu o gol de empate do Bolívar, o que criou um clima de nervosismo no Maracanã. Mas Canobbio tranquilizou a torcida ao fazer o terceiro.
Com o jogo controlado, os torcedores no Maracanã ficaram mais preocupados com o placar de Bolívar x Rivadavia. Já Zubeldía renovou o gás do time com Bernal e Serna nos lugares de Martinelli e Savarino, e depois Cano na vaga de John Kennedy.
Após o apito final, jogadores e torcida ainda esperaram longos seis minutos e comemoraram os dois gols do Rivadavia nos acréscimos. Com o fim do jogo na Bolívia, o Maracanã explodiu em alto e bom som: "Chegou a hora de ganhar (mais uma) Libertadores".