Equatorial é escolhido sócio de referência da copasa
O Grupo Equatorial foi anunciado como investidor de referência finalista no processo de ...
O Grupo Equatorial foi anunciado como investidor de referência finalista no processo de privatização da Copasa, a estatal de saneamento de Minas Gerais, segundo comunicado divulgado ao mercado. A Equatorial, por meio da Gerais Saneamento S.A. apresentou uma proposta de R$ 49,03 por ação, valor acima do preço mínimo estabelecido no processo, que era de R$ 47,23. Com a saída do consórcio Livorno Participações " que reunia a Aegea e seus acionistas " não houve outras ofertas.
A proposta apresentada pela Equatorial totaliza R$ 5,59 bilhões, considerando a aquisição de 30% do capital da estatal mineira.
O grupo também manifestou o desejo de levar outros 12,6% na oferta púbica profissional, o que elevaria o montante total investido a R$ 7,94 bilhões.
O Livorno Participações " consórcio formado pelos acionistas de referência da Aegea, Itaúsa, GIC, o fundo soberano de Cingapura, e Equipav, além da própria companhia de saneamento " dedidiu não apresentar nova proposta pela fatia no capital da Copasa após as mudanças nas condições do trâmite anunciadas pela estatal no último dia 28 de maio.
A decisão foi comunicada pela Itaúsa na noite de ontem.
A Copasa alterou o prospecto de privatização depois de receber ofertas com valores abaixo do piso fixado pelo Palácio Tiradentes, ficando o preço mínimo em R$ 47,23 por ação. Segundo relatório elaborado por analistas do Santander, as propostas inicialmente recebidas pela fatia de 30% do capital da estatal mineira ficaram 5% menores que o buscado pelo Estado de Minas Gerais.
AÇÕES DA COPASA SOBEM
As ações da Copasa saltaram 13,34% ontem, fechando a R$ 60.
Houve dois ajustes nas condições do processo de privatização. Um foi a fixação do preço mínimo da oferta. Depois, a quantidade máxima de ações que poderá ser ofertada foi reduzida de 19,13 para 19,03 milhões, devido a bloqueios judiciais de 46,7 mil ações do Governo de Minas Gerais.
O processo de privatização da companhia de saneamento mineira busca " a exemplo do que foi feito na Sabesp, em São Paulo" um investidor de referência, que deve adquirir 30% do capital.
Depois, haverá uma oferta pública secundária de ações, quando esse acionista poderá ampliar sua fatia na empresa para até 45%.
O objetivo é reduzir a participação do Estado de Minas Gerais dos atuais 50,03% do capital da estatal para 5%, ou mesmo quase zerar essa fatia, caso seja realizada a oferta adicional.