Oncoclínicas: ex-ceo vai à cvm defender opa
Poucos meses após deixar os cargos de CEO e conselheiro da Oncoclínicas, o fundador Bruno ...
Poucos meses após deixar os cargos de CEO e conselheiro da Oncoclínicas, o fundador Bruno Ferrari está indo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para defender a tese da Oferta Pública de Aquisição (OPA), apurou a coluna. Ferramenta de proteção aos minoritários, uma eventual OPA envolverá muito dinheiro: obrigará a gestora Centaurus a pagar aos acionistas da rede de clínicas em crise valor superior a R$ 16 por ação, que hoje vale menos de R$ 1,30 na Bolsa.
A tese da OPA vem sendo defendida pela Latache, a gestora "ativista" de Renato Azevedo. Em petição vista pela coluna, classificada por Bruno Ferrari como "manifestação espontânea", o fundador da Oncoclínicas contesta a defesa da Centaurus de que estaria dispensada de fazer uma OPA porque já era acionista relevante da companhia na época do IPO, por meio de fundos do Goldman Sachs, que controlava a empresa.
Goldman
Ferrari, que era CEO da companhia no período, rebate, afirmando que não há documento que comprove que a Centaurus tinha participação relevante na Oncoclínicas antes do IPO. Disse que a gestora não exercia direitos políticos relevantes e que o conselheiro Allen Gibson, embora fosse executivo da Centaurus, havia sido indicado pelo Goldman Sachs.
Outro argumento de Ferrari é que a carta enviada pela Oncoclínicas à CVM em março de 2025, com esclarecimentos da Centaurus, refletia a posição do Goldman Sachs, então principal acionista, e não da empresa " chefiada por Ferrari na ocasião.
Não está claro o que levou Ferrari a defender a OPA perante a CVM, após anos da "novela" sobre a operação. Mas o fundador é acionista e se beneficiaria financeiramente da OPA.
R$ 46,5 milhões
Um apartamento na Avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, foi vendido por R$ 46,5 milhões. É o maior valor para um "apê" no Rio desde 2023, segundo a plataforma RioM2. Com 560 metros quadrados, a transação saiu a R$ 83 mil/metro. Está longe, porém, de outra transação na mesma avenida este ano: um apartamento de 70 metros saiu por R$ 8,45 milhões, ou R$ 120 mil/metro.