Domingo, 07 de Junio de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 7 de junio de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Caso Henry
A lucidez de Thaís Oyama ("A misoginia não matou Henry", 6/6) corta como lâmina. Ela mostra que não foi "misoginia" nem patriarcado: Monique escolheu Jairinho em vez do próprio filho, e sua omissão custou a vida de Henry. Ao denunciar o identitarismo
que transforma culpa em privilégio simbólico, Thaís expõe o grotesco duplo padrão que infantiliza mulheres e desmoraliza tribunais. Senso comum e justiça foram jogadas no lixo. Com clareza moral rara, suas colunas lembram o óbvio que slogans tentam apagar: responsabilidade não tem gênero, e Justiça não pode
virar loteria identitária.
Jaqueline Potz
Rio
Preciso o artigo da colunista Thaís Oyama. Eu só gostaria que a juíza Elizabeth Louro, que deu o perdão judicial pelo crime de homicídio culposo à mãe de Henry, me respondesse se, caso o menino não tivesse morrido, ela daria a Monique Medeiros
a guarda do filho torturado várias vezes, com seu conhecimento, até morrer.
Abel Pires Rodrigues
Rio
Na sentença em que concede perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, a juíza Elizabeth Louro diz o seguinte: "O papel culturalmente reservado à mulher nos moldes arcaicos não só dela exige ser mãe, mas muito além: a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta." Quer dizer, Excelência, que, no seu entendimento, cobrar de uma mãe que ela não ignore as agressões praticadas em seu filho por seu companheiro é querer que ela seja "mãe perfeita"? Não, Excelência! Isso é apenas querer que ela não seja um monstro, pior do que o psicopata que agrediu e matou seu filho! Tenha juízo, Juíza!
Edgardo Joaquim D. do Prado
Rio
‘Tudólogo’
Em "Vai, Brasa!" (6/6),
Eduardo Affonso demonstra que o brasileiro é um tudólogo (pessoa especializada em
tudo) nato .
Vital Romaneli Penha
Jacareí, SP
Vitrine Copacabana
Ancelmo Gois diz que o prefeito
quer mais três hotéis em Copacabana, no lugar de esqueletos que enfeiam e nada agregam. Bola dentro, mas não basta. Copacabana, vitrine da cidade, deveria ser o bairro mais seguro e bonito do Brasil. Mas vive largado, e suas ruas à noite parecem cenário de filmes de John Carpenter. Antes que seus moradores protagonizem a fuga de Copacabana, deveria a Prefeitura cuidar melhor do nosso patrimônio e dar a necessária assistência àqueles que vivem em situação de
rua " e são muitos por ali.
Bruno Pinheiro Barata
Rio
Bolsonaros
É um espanto quando leio que a elite econômica e financeira apoiará o filho-do-pai ou os filhos-do-pai. Na trajetória recente desta famíglia estão a promoção de um boicote da produção nacional, criação de sérios problemas presentes e futuros para nossos meios financeiros, além de outros como o caso Master e uma provada promiscuidade com bandidos milicianos. A desculpa de antilulismo não cola.
Esta suposta elite mostra-se medíocre, burra, ingênua, cúmplice ou maluca, quando não beirando a antibrasileira. Nosso capitalismo merecia coisa melhor.
Henrique Samet
Rio
Se a decisão do MPE
de orientar promotores e procuradores a impugnar candidaturas vinculadas ao crime organizado for pra valer,
o primeiro a ser barrado será Flávio Bolsonaro. Seu Jair foi condenado, entre outras broncas, por liderar organização criminosa (precisa explicar o vínculo de pai e filho?). Zero Um empregou em seu gabinete (por dez anos) a mulher e a mãe de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do crime", grupo de matadores de aluguel ligado à milícia de Rio das Pedras.
Em 2022, fez campanha ao
lado dos irmãos Brazão,
condenados como mandantes do assassinato de Marielle. TariFlávio é cupincha de Daniel Vorcaro e candidato pelo PL, partido presidido por Valdemar, que foi preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O vocabulário deve ser usado a serviço da clareza: organização criminosa é crime organizado, no morro, no asfalto e nos
pisos de mármore e tapetes
da política brasileira.
Dimitri Vinagre
Rio
Conta a pagar
Um dos maiores "sucessos" da esquerda " no nosso caso, do lulopetismo " é fazer os outros pagarem pelo retumbante fracasso de sua ideologia. Os Correios são inigualáveis na arte de desperdiçar o dinheiro dos contribuintes. Já em sua décima terceira versão de queima de recursos públicos, minha sugestão é que essa conta seja descontada de toda a verba partidária a que PT, PSOL e PCB têm direito. Talvez assim a esquerda entenda o que é desperdiçar dinheiro e insistir no que não funciona. Fazer experimentos ideológicos com o bolso alheio deveria ser vedado pela Constituição brasileira.
Gabriel F. Padilla
Rio
As intenções
Uma das coisas mais difíceis deste mundo é adivinhar quais as verdadeiras intenções do governo dos EUA, leia-se o déspota Trump, imperador do universo. No que tange ao Brasil, serão elas meramente políticas, econômicas, ou
quiçá as duas? As mídias já publicaram declarações de artistas famosos duvidando da sanidade mental desse senhor, que dizia no início de seu governo que a guerra da
Rússia contra a Ucrânia não aconteceria se ele estivesse
no poder, e acabaria em uma semana os conflitos na Faixa
de Gaza. Volta e meia faz declarações estapafúrdias sobre a famigerada guerra contra o Irã. Com a última palavra, os psicólogos
e os psiquiatras!
Hilton Ferreira Magalhães
Rio
Sem mea-culpa
Antes de investigar Israel por eventuais crimes de guerra,
a França deveria fazer o mea-culpa das suas próprias lambanças. A República Francesa cometeu graves atrocidades em outros países, principalmente durante o seu período colonial e operações de expansão na África, Ásia e Américas. Episódios como o genocídio em Ruanda (1994),
a repressão violenta e o uso de tortura na Guerra da Argélia (1954-1962), e os experimentos nucleares
no Deserto do Saara (1960-1966) são alguns dos mais documentados e trágicos exemplos. Mas, parodiando a máxima atribuída a Charles de Gaulle em relação ao Brasil:
"La France n’est pas un pays sérieux" (a França não é
um país sério).
Arnaldo Rozencwaig
Rio
Carne saudável
Ignorância da União Europeia em proibir importação de carne bovina, frango e outras, segundo ótima matéria no GLOBO deste sábado, 6/6. Partindo da premissa que a China, país megacriterioso, confirmou a importação para eles, comprova que nossa
carne é saudável, saborosa
e sem riscos.
Antonio Kämpffe
Rio
Energia nuclear
O Brasil não tem dado devida prioridade à geração nuclear, e o resultado é a dependência de térmicas convencionais poluidoras e de alto custo
de operação, pois incluem emissões de carbono. A geração nuclear, cada vez
mais adotada noutros países, não merece a atenção do nosso país, apesar da nossa imensa reserva de urânio. Angra 3, há mais de 40 anos encaixotada,
é um exemplo. Seus 1400MW de potência poderiam substituir até dez das
térmicas convencionais
citadas na matéria deste sábado,"Conta de luz
mais cara".
José Hadad Neto
Rio
Ideia para Recife
Sou engenheiro e gostaria de sugerir uma ideia, a ser estudada pela prefeitura de Recife. A praia de Boa Viagem tem recifes que correm paralelo à areia e, na maré baixa, formam piscinas naturais.
Os tubarões não conseguem adentrar nessas piscinas na maré baixa, pois não há altura de água suficiente sobre as pedras para eles passarem. Os banhistas não vão além das pedras pelo risco natural de serem lançados sobre as rochas. Os trechos em que os arrecifes não têm continuidade permitem a invasão desses animais durante a maré cheia. A prefeitura devia completar com pedras, em estrutura permeável, as falhas dos arrecifes (no comprimento e na altura) e assim criar "piscinas" permanentes, independente das marés, que trarão segurança aos banhistas. Urge uma solução para o bem dos usuários e desenvolvimento do turismo na cidade o Recife.
Roberto Solano
Rio
Outros tempos
Sou do tempo em que soltar balões era só bonito e não proibido, carregando vaidosos o pavilhão nacional. Sou do tempo dos rádios de madeira de válvulas incandescentes, cuja voz do locutor ecoava quando era gol.
Já adulto, participei com a rapaziada, pintando muros e calçadas, pendurando nos postes as cores brasileiras. Em 2002, abracei pessoas estranhas que nunca vi na vida, contagiado pela alegria. Hoje, tudo mudou! Não sei se é pela idade que chegou, ou o verde-amarelo desbotou devido à polarização política que divide
o país entre o amor e o rancor.
Hilto Santos
Niterói, RJ
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