O brasil é logo aqui
Encerrada a maior Copa do Mundo de todos os tempos, o futebol já se prepara para seu próximo ...
Encerrada a maior Copa do Mundo de todos os tempos, o futebol já se prepara para seu próximo grande evento mundial. E será no Brasil. Em 2027, o país vai receber a primeira Copa do Mundo Feminina a ser disputada na América do Sul. O pontapé inicial será no dia 24 de junho, com a final em 25 de julho, no Maracanã.
A menos de um ano do início do Mundial, uma das poucas coisas definidas é o palco da final. Especula-se que a abertura também será no Rio de Janeiro, mas a Fifa ainda não divulgou a divisão dos 64 jogos entre as oito sedes. São elas, além da capital fluminense: São Paulo (Arena Corinthians), Brasília (Mané Garrincha), Belo Horizonte (Mineirão), Fortaleza (Arena Castelão), Salvador (Arena Fonte Nova), Recife (Arena Pernambuco) e Porto Alegre (Beira-Rio).
Todos os estádios fazem parte do legado deixado pela Copa do Mundo de 2014. A ideia é concentrar os grupos por regiões e cidades próximas para facilitar a logística, diminuir os custos da operação e tornar o torneio mais sustentável. A Fifa, no entanto, ainda não divulgou o cronograma completo dos próximos passos, como a tabela detalhada, a data e o local do sorteio dos grupos, o mascote do Mundial, entre outros.
A expectativa é que a cerimônia do sorteio dos grupos seja em dezembro, logo após a definição de quase todas as seleções classificadas. Até o momento, apenas 14 das 32 equipes estão definidas. Além do Brasil, que tem vaga garantida por ser país-sede, estão garantidas: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Filipinas, Espanha, França, Alemanha, Dinamarca, Argentina, Colômbia e Nova Zelândia.
Até o fim do ano, serão definidas as vagas da América Central e do Norte e da África via eliminatórias, entre novembro e dezembro.
A Europa vai completar as sete vagas diretas restantes nos playoffs, que serão disputados no mesmo período. Semifinalistas em 2023 e 2019, respectivamente, Inglaterra e Holanda surpreenderam por não ficarem em primeiro lugar em seus grupos e não garantirem suas presenças sem sustos. As inglesas, atuais campeãs da Europa, vão enfrentar a Grécia no primeiro jogo dos playoffs; quem passar joga contra o vencedor de Eslováquia x Ucrânia. As holandesas encaram a Hungria na primeira partida; do outro lado da chave estará o vencedor de Turquia x Eslovênia.
Na mesma janela, também será disputada a primeira fase da repescagem. Seis seleções " duas da Ásia, duas da África, uma da Oceania e uma da América do Sul " vão disputar duas vagas na fase final da repescagem, em fevereiro.
Elas se juntarão a outras quatro seleções " duas da América do Norte/Central, uma da Europa e uma da América do Sul. As três vencedoras garantem lugar no Mundial de 2027.
Garantida no Mundial, a seleção brasileira, comandada pelo técnico Arthur Elias, só tem amistosos pela frente para se preparar. Em junho, a equipe enfrentou os Estados Unidos em duas ocasiões no Brasil: venceu na Arena Itaquera e perdeu em Fortaleza. Ainda não há amistosos confirmados, e falta a tão esperada Finalíssima contra a Inglaterra, disputa entre as campeãs da Copa América e da Euro.
Três continentes
Após a Copa do Mundo Feminina, começará a contagem para a edição comemorativa dos 100 anos do Mundial masculino. A ocasião especial terá algo inédito. Pela primeira vez, o torneio será disputado em seis países e três continentes: três na América do Sul, dois na Europa e um na África.
Apesar de a candidatura tripla da América do Sul ter perdido a disputa, a Fifa decidiu levar o Mundial dos 100 anos para onde tudo começou " no Uruguai, em 1930. O torneio terá três partidas no continente: uma na Argentina, uma no Uruguai e uma no Paraguai. Mas o restante da competição será na Espanha, em Portugal e no Marrocos.
O torneio será disputado entre os dias 8 de junho e 21 de julho de 2030. Como países anfitriões, Argentina, Uruguai, Paraguai, Espanha, Marrocos e Portugal já estão classificados. O formato de 48 seleções, testado pela primeira vez neste ano, deve permanecer. Porém, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já admitiu que um possível aumento para 64 seleções será estudado.