Martes, 21 de Julio de 2026

Os erros e acertos da maior copa de todos os tempos

BrasilO Globo, Brasil 20 de julio de 2026

Em meio a boas histórias e ao desfile de craques dentro de campo, a Copa do Mundo chegou ao fim ...

Em meio a boas histórias e ao desfile de craques dentro de campo, a Copa do Mundo chegou ao fim também repleta de polêmicas extracampo, principalmente envolvendo o presidente americano Donald Trump e sua relação com a Fifa.
Depois de 39 dias e 104 jogos, O GLOBO mostra um balanço com o que de melhor aconteceu e o que marcou negativamente o maior Mundial de todos os tempos.
O que deu certo
Apesar das críticas iniciais pelo aumento no número de seleções, a expansão da Copa do Mundo trouxe boas histórias à competição, como participações inéditas de seleções como Cabo Verde e Curaçao, e o retorno da RD Congo e do Paraguai.
Em campo, como poucas vezes se viu, a Copa do Mundo teve uma briga muito acirrada pela artilharia da competição, que foi até as decisões do terceiro lugar e do campeão, envolvendo nada menos do que Kylian Mbappé, que acabou com 10 gols, e Messi, com oito.
Além disso, pela primeira vez na História, as quatro melhores colocadas do ranking da Fifa chegaram às semifinais da Copa do Mundo. Mesmo com sofrimento nos casos de Argentina e Inglaterra, as quatro seleções confirmaram dentro de campo o favoritismo que carregavam e não deram espaço para surpresas.
Apesar de ter recebido apenas 13 jogos, o México também marcou positivamente a Copa. Desde a abertura até o jogaço entre a seleção mexicana e a Inglaterra nas oitavas de final, o clima das partidas no país foi elogiado por jogadores e torcedores estrangeiros.
O que deu errado
A proximidade entre Trump e Infantino não era uma novidade, mas o caso Balogun, que foi expulso contra a Bósnia e entrou em campo no jogo seguinte contra a Bélgica, expôs a estreita relação entre os dois e a interferência do presidente americano na Copa.
Enquanto isso, o silêncio de Infantino, que não concedeu coletivas durante a Copa do Mundo, marcou uma Fifa pouco transparente, deixando ainda mais dúvidas sobre a subserviência a Trump.
Ainda no lado político, as leis anti-imigração americanas barraram árbitro, torcedores e até membros de delegações de seleções. O Irã, em guerra com os EUA, ainda teve a sua participação prejudicada por não poder permanecer no país após as partidas.
O preço dinâmico na venda de ingressos dificultou a vida dos torcedores, elevando os valores de determinados jogos. A Fifa ainda instituiu uma revenda oficial, na qual as entradas eram comercializadas por preços ainda maiores. Já o show do intervalo na final, outro sintoma de uma Copa "americanizada", pouco empolgou e ainda fez a decisão ter 28 minutos de pausa.
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