Martes, 28 de Julio de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 28 de julio de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Inadmissível
O presidente da Argentina, convocado para se incorporar
à tropa reacionária de Flávio Bolsonaro, em desespero devido ao surgimento de seus podres, teve a coragem de ofender, em pleno território brasileiro, uma autoridade nacional. Não importa que autoridade seja essa, o que
é inadmissível é que um estrangeiro em nosso solo faça o que quer, para apoiar quem já demonstrou junto com os seus que é submisso a outros interesses, haja vista sua despudorada curvatura diante das tarifas impostas ao Brasil. Para o 01, vale tudo,inclusive demagogia com certo tipo
de basura cabeluda.
José de Lima Valverde Filho
Rio
Eleitor, esse mistério
Apoiadores externos de Flávio Bolsonaro: Trump, Netanyahu
e Milei... internamente, tem
um histórico de corrupção fortíssimo, tendo já condecorado um pistoleiro e abrigado mãe e mulher desse mesmo pistoleiro em seu gabinete. E o cara ainda tem 43% das intenções de voto
no segundo turno. De fato,
o Brasil não é para amador.
Elias M. da Silva
Rio
Condomínio Brasil
Ao ler a matéria "Itamaraty convoca embaixador da Argentina após ataques de Milei" (27 de julho), lembro que, em qualquer condomínio residencial a Convenção estabelece que no caso de ofensa, falta de decoro ou qualquer tipo de agressão cometida por um convidado a advertência ou multa é aplicada contra o morador que recebeu
o visitante mal-educado!
alberto cavalcanti
Rio
Ameaça instalada
Enquanto o debate nacional
se concentra nas ameaças externas à soberania, a realidade mostra que ela já foi comprometida em inúmeras áreas do próprio país.
A reportagem publicada pelo GLOBO revela territórios onde
o crime organizado substituiu
o estado, impôs suas regras
e restringiu a liberdade dos cidadãos. Soberania não é apenas defender fronteiras contra inimigos externos; é garantir que a Constituição e as leis alcancem cada brasileiro. Sem a retomada desses espaços e o enfrentamento firme da corrupção, continuaremos discutindo perigos distantes enquanto ignoramos aquele que já
se instalou dentro de casa.
Luciana Lins
Campinas, SP
Enquanto o debate político concentra atenções no tarifaço de Trump e em supostas ameaças externas à soberania nacional, a realidade é bem mais incômoda. A verdadeira perda de soberania ocorre quando facções criminosas controlam territórios, impõem suas próprias regras e desafiam o estado. Soma-se a isso
a corrupção, que infiltra instituições e enfraquece
a confiança da população. Defender a soberania exige muito mais do que discursos nacionalistas: requer um Estado capaz de fazer a lei valer em todo o país, combater o crime organizado e enfrentar a corrupção com firmeza. Sem isso, qualquer ameaça externa será sempre menor que
a que já se instalou dentro
de nossas fronteiras.
Izabel Avallone
São Paulo, SP
O que nos resta
Diante do artigo de Miguel
de Almeida ("O povo fora do Congresso", 27 de julho) só nos resta nesta eleição, como em todas as outras, fazermos o papel de otários nesse show
de empulhação e de horrores chamado jocosamente de festa da democracia. Com os três Poderes mancomunados, cada qual com seu penduricalho moral próprio, sem invadir o achaque do dinheiro público
do outro, estamos condenados ao atraso e ainda temos
de pagar por ele.
Gabriel F. Padilla
Rio
Coxias venenosas
Em nossa falsa e forjada democracia à brasileira, diferenças ideológicas são maliciosamente criadas e manipuladas só para criar um ambiente de horrores e ilusórias diferenças para que o cenário teatral político aconteça e ocorram, então, dinheiros, votos e juras e promessas vãs. Na verdade, o que importaria, politicamente, é não haver esse generalizado mau-caratismo de absolutamente quase todos que se locupletam tão facilmente com a inocência e credulidade dos que ignoram as coxias venenosas por trás dos palcos de sanguessugas e palhaços, eles e nós.
Marcelo Gomes Jorge Feres
Rio
Lição japonesa
Acho que ninguém discorda:
com raras exceções os nossos políticos são farinha do mesmo saco, e nosso Judiciário, o mais caro do mundo, não entrega justiça. O que fazer então? Minha sugestão: copiar os japoneses. Quando Commodore Perry rompeu o isolamento que o Japão tinha se imposto ao longo de dois séculos e meio, eles mandaram missões mundo afora procurando os modelos melhores para copiar, escolhendo entre outros a Constituição da Inglaterra e a estrutura e organização da marinha real e
do exército alemães. E deu certo: passados poucos anos, os japoneses tiraram Manchúria, Coreia e Taiwan dos chineses
e afundaram a armada russa imperial. Ora, tem uma dica:
"o que só tem no Brasil e não
é jabuticaba é besteira", um exagero, mas não sem uma pepita de verdade. Nem todas
as rodas inventadas aqui são as melhores do mundo; outros países têm soluções melhores para alguns de nossos problemas. Que tal fazer uma revisão das não jabuticabas
e adotar o que funciona
melhor em outros países?
Gervase Shorter
Rio
Nova cruzada
É claro que pertenço, Joaquim Ferreira dos Santos, ao exército (sem qualquer conotação militar) de leitores que se deliciam com os seus textos todas as segundas. Fui morador do subúrbio, onde passei toda a minha infância. Uma tia morava na Penha, e a outra, em Brás de Pina, onde passava minhas férias escolares com meus primos. Era uma delícia ir ao Parque Shangai e jogar bolas nos campos. Imploro que você inicie um movimento para salvarmos a nossa cidade, como já houve o movimento Basta, em que colocávamos faixas nas janelas e fachadas
de prédios, em luta contra a violência e que, se não me falha
a memória, acabou gerando
o Disque Denúncia.
Não é possível assistirmos
à destruição da nossa cidade, outrora maravilhosa.
WAGNER LOPES DA SILVA
Rio
Quase Detroit
Detroit e Acapulco mostram
que cidades não entram em decadência de repente. Detroit perdeu sua base industrial e nunca conseguiu substituí-la plenamente. Acapulco apostou quase exclusivamente no turismo e viu a violência afastar visitantes e investimentos. Em ambos os casos, o declínio foi gradual, e
a normalização dos problemas acelerou a deterioração.
O Rio ainda não está nesse
ponto, mas apresenta sinais preocupantes. Assim como Detroit, perdeu grande parte de sua dinâmica industrial. E, à semelhança de Acapulco, vê a insegurança avançar, atingindo até seus cartões-postais e deixando de ser exclusivo dos subúrbios desindustrializados, historicamente relegados a segundo plano, onde o abandono público alimentou o abandono privado em um ciclo contínuo
de decadência. Sua beleza e vocação turística, por si sós,
não compensam a falta de segurança, planejamento e desenvolvimento econômico.
O Rio não está isolado do mundo. Embora cada cidade tenha sua própria história, processos de declínio urbano costumam seguir padrões semelhantes. A História não serve para prever o futuro, mas para evitar que seus
erros sejam repetidos.
Hugo Costa
Rio
Prezado Neymar Jr.,
Quem lhe escreve é apenas
um torcedor do Santos Futebol Clube, alguém que um dia acreditou que você jamais deixaria de colocar esse escudo acima de tudo. Escrevo com o coração apertado. Dói ver que
o tempo e as contusões diminuíram o craque, mas dói ainda mais perceber que, outra vez, o Santos parece não ser prioridade para você. Quando saiu para o Barcelona, parte da admiração se perdeu. Mesmo com todas as minhas reservas em relação à sua volta, acreditei que ela representaria a oportunidade de uma reconciliação com o clube que o revelou. O projeto foi finalizado, você recuperou seu espaço na seleção, mas o Santos continuou precisando de você. Se já não há disposição para honrar esse compromisso, tenha a grandeza de encerrar este capítulo. Vá viver sua vida, cuide da sua família e permita que o Santos siga em frente. Alguns ciclos precisam terminar com dignidade.
Marcus Aurelio de Carvalho
Santos, SP
Fora, Zubeldia
Se o Fluminense quer participar
e almejar classificação no Brasileirão, na Copa do Brasil
e na Libertadores, tem que o mais rápido possível rescindir
o contrato do técnico covarde
Luis Zubeldia. Demora e faz substituições sem propósito,
só para segurar resultado,
que nunca dão certo.
Jaime Peralta de Lima Brandão
Niterói, RJ
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