Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial da oncoclínicas
A Justiça de São Paulo aceitou ontem o pedido de recuperação extrajudicial da ...
A Justiça de São Paulo aceitou ontem o pedido de recuperação extrajudicial da Oncoclínicas. A decisão não significa que o plano de reestruturação foi homologado, mas autoriza a empresa a seguir para a fase de negociação com os credores. A rede de clínicas de tratamento oncológico ganhou seis meses de proteção contra credores. O passivo soma R$ 5,1 bilhões.
Imersa em uma crise financeira e de governança, a Oncoclínicas formalizou o processo de recuperação no último dia 14, após a adesão de credores titulares de 37% da dívida.
Nos próximos 90 dias, a empresa terá de alcançar a aprovação de 50% dos credores para que o plano de reestruturação seja homologado pela Justiça.
Ao todo, são 795 credores, e as dívidas envolvem, principalmente, operações de financiamento via bancos e mercado de capitais, faturas em aberto com fornecedores de medicamentos e valores relativos a fusões e aquisições, um dos caminhos que a empresa seguiu nos últimos anos para crescer.
Juntas, a securitizadora Opea, a corretora Pentágono DTVM e a administradora de fundos Oliveira Trust concentram mais de R$ 3 bilhões em créditos. Já entre os fornecedores, a distribuidora de medicamentos OncoProd tem o maior montante a receber, R$ 1,02 bilhão, enquanto Santander, Itaú e Banco Votorantim se destacam entre as instituições financeiras.
A recuperação não abrange custos operacionais atuais da rede de clínicas, ou seja, apenas débitos já vencidos com fornecedores de medicamentos e insumos foram incluídos no plano. Valores relativos a médicos, enfermeiros e outros funcionários também ficaram de fora. Desse modo, segundo a empresa, os atendimentos aos pacientes continuam normalmente durante o processo.