‘Estamos distantes’, diz ceo do bradesco sobre adesão ao programa
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, descartou ontem a entrada do banco no programa do ...
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, descartou ontem a entrada do banco no programa do governo federal Desenrola Adimplentes, modalidade voltada a consumidores que mantêm as contas em dia, mas têm alta parcela da renda comprometida com dívidas. O objetivo é, neste caso, atender aos informais, que não têm acesso a modalidades mais baratas, como o consignado CLT. Ele disse ainda que o Bradesco tem feito esforços para avançar no programa Move Brasil, embora reconheça desafios comuns aos bancos privados.
" Sobre o Desenrola Adimplente, a gente está mais distante dele, por conta da crença e da dificuldade de identificar renda para esse grau de informalidade " afirmou.
O Bradesco teve lucro recorde no segundo trimestre, chegando a R$ 7,1 bilhões, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No cenário externo, Noronha demonstrou maior otimismo que outros agentes do mercado, apesar da volatilidade associada aos juros elevados nos Estados Unidos e à incerteza quanto ao fim da guerra entre EUA e Irã.
" Isso tudo causa volatilidade no mercado, mas tenho expectativa positiva: acho que, depois das eleições, seja quem for o presidente eleito, a gente terá, naturalmente, um trabalho e uma apresentação sobre política fiscal para os próximos quatro anos " disse.
Já sobre o período eleitoral, ele disse que, naturalmente, o mercado se retrai em algumas semanas, e que deve haver alguma redução na demanda durante esse intervalo:
" Não dá para você imaginar um cenário que tem uma demanda como se teve no primeiro semestre.
No fim de julho, o Bradesco anunciou ao mercado um aumento de capital de R$ 10 bilhões por meio de subscrição de novas ações. Naquele momento, o banco antecipou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 6,5 bilhões.
Segundo Noronha, a decisão dos controladores representa um sinal de confiança na estratégia do banco:
" Primeiro, é um voto de confiança na empresa, na organização. Segundo, um voto de confiança em toda a administração, em tudo que a gente vem fazendo. E terceiro, que ele dá mais resiliência para a gente crescer.