Zubeldía não encontra reação e se vê na corda bamba no flu
A cada jogo ruim do Fluminense, aumenta a insatisfação da torcida com o técnico Luis ...
A cada jogo ruim do Fluminense, aumenta a insatisfação da torcida com o técnico Luis Zubeldía. Na terça-feira, os tricolores voltaram a xingar o treinador no empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia-ARG, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Diante da crise crescente, a diretoria enxerga um claro sinal de desgaste no trabalho à beira do campo, mas não é do próprio perfil dela uma demissão antes de decidir a vida no torneio, na semana que vem.
A cúpula de futebol do clube, inclusive, se reuniu em uma sala do estádio logo após o apito final. Os dirigentes costumam fazer esse tipo de encontro depois das partidas para avaliar o momento da equipe e definir os próximos passos " e a situação de Zubeldía, claro, foi pauta.
Apesar de ter sido sucedido por Mattheus Montenegro na presidência, Mário Bittencourt, também xingado pela torcida na terça, segue com grande influência nas decisões como diretor-geral e tem sido um dos maiores defensores da permanência de Zubeldía nos momentos de pressão até aqui. A ideia de evitar trocas constantes de comando vem desde os tempos em que foi vice-presidente de futebol e jurídico, entre 2014 e 2016. A saída de Mano Menezes, no ano passado, é considerada exceção à regra
Outro fator que ainda mantém Zubeldía é a falta de opções no mercado às vésperas da partida decisiva. Por outro lado, uma eliminação em mais um mata-mata deixaria a continuidade do técnico praticamente insustentável, já que, internamente, há o entendimento de que a equipe vem deixando a desejar coletivamente.
Há a visão de que os jogadores também têm responsabilidade pela sequência negativa. O elenco, por sua vez, mantém uma avaliação positiva sobre o trabalho de Zubeldía. A relação do treinador com o grupo é considerada boa tanto nos treinamentos quanto nos jogos, a ponto de ninguém ter "pedido a cabeça do técnico", que tem conseguido manter a harmonia no vestiário.
Se a campanha no Brasileirão era motivo de elogios a Zubeldía antes da Copa do Mundo, o retorno, marcado por atuações e resultados abaixo do esperado " são seis empates e uma derrota até aqui ", fez o comandante passar a ser mais questionado dentro do clube, principalmente após a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil. A equipe ocupa o quarto lugar na Série A, com 35 pontos, mas a diferença para o líder Palmeiras é de 13, mesma distância para o Santos, que abre a zona de rebaixamento.
Trunfo vira fraqueza
A má fase tem a ver com um fator que já foi uma das principais armas da equipe: as finalizações a gol. Diante do Independiente Rivadavia, o tricolor acertou o alvo apenas três vezes. Mas o que era para ser uma exceção virou tendência nesta volta.
Isso porque o Fluminense tem média de 4,43 finalizações no gol nessa sequência negativa de sete jogos. O melhor desempenho (11) foi em mais um empate (0 a 0 com o Bahia, pelo Brasileirão). Já o pior (2) foi no clássico contra o Vasco, com a mesma igualdade, pela Copa do Brasil.