Ganso e hulk brilham, e fluminense abre vantagem pelas quartas da libertadores
Faz e me abraça
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Uma vitória por 2 a 0, com méritos de quem fez valer a superioridade técnica. Se os tricolores, no fundo, lamentam a possibilidade de um placar mais elástico, a vantagem sobre o Platense ontem, no Maracanã, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, foi construída graças à maestria de Ganso. Livre, leve e solto em campo, o camisa 10 roubou a bola que originou o primeiro gol e encontrou Hulk para marcar o segundo. Outro destaque da partida, o camisa 7 deu o passe para Nonato abrir o placar.
O tricolor pode até perder por um gol de diferença na terça-feira que vem, na Argentina, às 19h (de Brasília), que avançará às semifinais para enfrentar Palmeiras ou LDU.
A titularidade de Ganso é um dos acertos de Marcão, que segue invicto no comando do tricolor: quatro vitórias e dois empates, além de uma classificação.
O que se especulava antes de a bola rolar se confirmou em poucos minutos: o Fluminense com amplo controle da posse de bola " chegou a ficar perto dos 80%. Isso, porém, não significava que o Platense apenas assistia ao domínio tricolor. Pelo contrário, o time argentino adiantava a marcação em determinados momentos para tentar forçar um erro na saída de bola.
O Flu, porém, estava atento à armadilha do adversário. Thiago Silva escapava da pressão com categoria ao lado de Millán " substituto de Ignácio, que sentiu dores na coxa esquerda.
Enquanto a dupla de zaga dava conta do recado, Ganso mostrava por que é considerado um gênio com a bola nos pés. Pouco utilizado por Luis Zubeldía e perto de deixar o clube antes da Copa do Mundo, o camisa 10 encontrava espaços entre as linhas defensivas e fazia o que sabe de melhor: deixava os companheiros na cara do gol. Foi assim com Serna, que recebeu livre pelo lado direito, mas titubeou na tomada de decisão e, em vez de finalizar, tocou para a área, onde não havia ninguém.
Se o Platense apelava para a intimidação " Mainero e Soteldo chegaram a se provocar e discutir ", Ganso também fazia o "trabalho pesado" na fase defensiva. Foi graças a um desarme do meia que o Flu abriu o placar. Barrios tentou cortar e entregou a bola nos pés de Hulk, que acionou Nonato. O camisa 16 disparou em direção à área e tocou na saída do goleiro para fazer 1 a 0.
O gol não foi suficiente para o Platense ligar o sinal de alerta em relação a Ganso, que continuava tendo liberdade. Desta vez, recebeu de Martinelli, levantou a cabeça e deu passe espetacular para Hulk. O camisa 7 bateu colocado de esquerda e marcou o segundo gol tricolor.
Os argentinos até chegaram vez ou outra, mas sem levar tanto perigo. A sensação era de que o Flu poderia ter ido para o intervalo com vantagem maior se não tivesse diminuído o ritmo. Apesar disso, a reação da torcida não poderia ter sido outra: de aplausos na arquibancada.
O cenário do segundo tempo seguiu igual: o tricolor com mais posse de bola, enquanto a equipe argentina apostava no contra-ataque. Em uma dessas investidas, o atacante Sepúlveda recebeu passe na medida e tinha tudo para marcar, mas Millán se esticou todo para cortar e fez o bloqueio de forma providencial. O crescimento do Platense também teve relação com a saída de Ganso, aos 15 minutos do segundo tempo, para a entrada de Lucho Acosta.
Marcão tentou dar um novo fôlego físico à equipe ao tirar Hulk, Martinelli e Soteldo para as entradas de Cano, Hércules e Savarino. As substituições, porém, não surtiram o efeito desejado.
Desfalques contra Galo
Se Fábio não precisou fazer milagres, o Flu teve uma chance de ouro para ampliar em um contra-ataque. Cano recebeu com campo aberto, tinha Lucho livre, mas se enrolou na hora de finalizar. Além disso, o camisa 14 sentiu a coxa direita e deixou o estádio mancando e preocupa.
Antes do jogo de volta, o Fluminense encara o Atlético-MG, no sábado, às 16h, na Arena MRV, pelo Brasileirão. Por acordo entre os clubes na contração, Hulk está fora da partida.