A serra fluminense abre novos caminhos para morar e veranear
A Serra Fluminense segue se reinventando e oferecendo novas opções para quem pensa em ter ...
A Serra Fluminense segue se reinventando e oferecendo novas opções para quem pensa em ter uma residência de veraneio ou até se mudar de vez. Nos distritos mais badalados de Petrópolis, como Itaipava, o comprador encontra um entorno consolidado, com restaurantes, serviços, comércio de rua e condomínios construídos ao longo de décadas.
Um pouco adiante pela BR-040, em Areal e Paraíba do Sul, o desenho é outro: condomínios de baixa densidade, com lotes acima de mil metros quadrados e áreas comuns em que lago, mata e vinhedo, em alguns casos, fazem parte do empreendimento. Ali, a casa é apenas o começo da compra. A paisagem, a água e o verde entram no pacote " um modelo que só cabe onde ainda existem grandes extensões contíguas de terra.
A distância ajuda a explicar a expansão. Do Rio a Itaipava são cerca de 85 quilômetros, pouco mais de uma hora e meia de carro. Areal fica 25 quilômetros adiante, e Paraíba do Sul, a aproximadamente 140 quilômetros da capital. Entre Itaipava e Areal, são cerca de 20 minutos; até Paraíba do Sul, 40. Assim, quem escolhe os novos condomínios continua perto da estrutura de Itaipava, enquanto seus moradores têm acesso rápido aos novos projetos. A Serra ganha, assim, um segundo endereço sem perder o primeiro.
Areal é a primeira parada para quem quer ir além de Itaipava. A cidade, Capital da Uva no Estado do Rio de Janeiro, tem mais de 85 hectares de videiras e cerca de 30 vinícolas. Viver cercado por vinhedos, com vinificação no próprio terreno, é um dos diferenciais do Riserva di Como, da Axor Incorporações. São 96 lotes a partir de dois mil metros quadrados, em uma área de 215 mil metros quadrados, com haras, campo de golfe e marina. É possível até velejar na represa de Areal e acompanhar a safra sem sair do condomínio.
" O que está surgindo em Areal e Paraíba do Sul não se resume a uma versão do alto padrão consolidado em Petrópolis e Itaipava. É outra categoria. São condomínios que exigem extensão de terra contígua. O mercado se deslocou para onde há grandes áreas no mesmo eixo da BR-040 e um tempo de acesso ao Rio confortável " observa o sócio da Axor, Luiz Eduardo Michaeli.
BAIXA OCUPAÇÃO
Na vizinha Paraíba do Sul, a área de quase 300 mil metros quadrados do Vistas de Membeca terá apenas 36 terrenos, com metragens médias entre 4 mil e 5 mil metros quadrados. A baixa ocupação busca preservar a escala da paisagem, garantir privacidade e permitir que a natureza assuma o protagonismo do empreendimento. A área de lazer terá, entre outros atrativos, spa e estrutura de wellness com circuitos de terapias e espaços dedicados ao cuidado do corpo e da mente. O projeto inclui ainda horta orgânica, pomar e jardim sensorial.
" Durante muito tempo, o luxo esteve muito associado à localização, aos serviços e à infraestrutura. Tudo isso continua importante, mas hoje há um valor enorme em coisas que simplesmente não podem ser construídas: silêncio, horizonte, tempo, privacidade e natureza " pontua o ator Bruno Gagliasso, empreendedor do Vistas de Membeca.
Enquanto o segmento de alto padrão avança pela BR-040, nas cercanias de Itaipava a disputa é pelos melhores terrenos, cada vez mais escassos. Áreas ensolaradas, com vista privilegiada, verde e silêncio, capazes de receber condomínios estruturados para toda a família, já não atraem apenas quem busca uma casa de veraneio.
Segundo a corretora Marina Brasil, especializada na venda de imóveis na região, cresce o número de clientes que chegam à Serra pensando em transformar a casa de veraneio em moradia.
" Eles se cansaram da cidade grande, querem espaço para criar os filhos, mais liberdade e segurança. Itaipava e bairros próximos, como Araras, são mais atraentes pela infraestrutura consolidada e pela proximidade com o Rio. Para muitos, não há luxo maior do que economizar tempo " afirma.