Sábado, 26 de Septiembre de 2026

O que falta para conclusão da venda da saf do vasco após vitória de lamacchia em leilão

BrasilO Globo, Brasil 26 de septiembre de 2026

passo gigante

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O processo de venda da SAF do Vasco deu um "passo gigantesco", como classificou o próprio presidente Pedrinho, ontem. Única investidora concorrente, a Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Lamacchia, venceu o leilão realizado na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
" Estamos muito felizes. É um passo gigantesco que nós demos, com um investidor do Brasil, com CNPJ no Brasil, com toda segurança para a instituição. Estamos respeitando todos os ritos judiciários, todos os ritos da associação. Todo o estatuto do clube está sendo respeitado " disse Pedrinho.
Ao fim de todo o processo, a Almirante ficará com 90% da SAF, enquanto os 10% restantes permanecerão com o clube associativo. O resultado foi homologado pela Justiça na tarde de ontem, mas ainda não finaliza o processo. Para a conclusão do negócio, a venda ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do Vasco e pela Assembleia Geral do clube, em votação dos sócios.
" Agora vamos para os outros passos, que é dar para os Conselheiros um prazo para leitura do contrato. Depois disso, sugiro ao presidente do Conselho Deliberativo (CD) que acelere os processos. E acelerar não é atropelar, é dar velocidade. Que todos os conselheiros consigam ler o contrato com transparência, como é de praxe na minha gestão. Vamos chamar a votação no CD, na Assembleia Geral. Acredito que, até fim de outubro, está concretizado " complementou.
lamacchia ausente
Além disso, a Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) ainda investiga um possível conflito de interesses na negociação, uma vez que Marcos Lamacchia é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A operação é avalizada pelo pai do investidor, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e marido de Leila. O regulamento da Anresf proíbe que dois ou mais clubes de uma mesma divisão sejam controlados pela mesma pessoa, família ou empresa. Essa questão precisa ser superada para a conclusão da operação.
A investigação da Anresf foi iniciada há um mês e já recebeu os resultados das diligências solicitadas ao investidor da Almirante Participações, Marcos Lamacchia, e aos clubes e às instituições financeiras ligadas à família Lamacchia, entre elas a Crefipar Participações e Empreendimentos S/A e o Banco Crefisa S/A. A agência, inclusive, já proibiu negociações de atletas entre Vasco e Palmeiras, além de empréstimos da Crefisa ao clube carioca. Uma das alternativas avaliadas caso a Anresf imponha restrições é a saída de Marcos Lamacchia do contrato social da empresa até Leila deixar o Palmeiras " seu mandato vai até o fim de 2027.
Em São Paulo, o Ocupa Palestra, grupo de conselheiros do Palmeiras que faz oposição à gestão de Leila, pediu desligamento de José Roberto do Conselho Deliberativo do clube
Marcos Lamacchia não compareceu ao leilão. A Almirante foi representada por seu sócio Mário Junqueira e por André Sica, advogado do empresário.
" Nós combinamos que, como eu sou presidente (da Almirante), eu vou estar mais à frente. E ele é um grande investidor " explicou Mário Junqueira ao GLOBO.
A empresa prevê um aporte de R$ 500 milhões e o pagamento da dívida do clube, superior a R$ 1 bilhão, por meio da recuperação judicial, além de R$ 150 milhões em dez anos ao clube social.
são januário na Sula
Após o leilão, Pedrinho também foi questionado a respeito do estádio que o Vasco utilizará no jogo de volta da semifinal da Sul-Americana, contra o Boca Juniors, no dia 20 de outubro.
O dirigente se mostrou pouco esperançoso sobre a possibilidade de usar o Maracanã, que dependeria da liberação do consórcio administrado pela dupla Fla-Flu, e admitiu que o cruz-maltino já se movimenta para tentar mandar o jogo em São Januário. Para isso, disse que tentará aumentar a capacidade do estádio. Ainda assim, como não conseguiria alcançar os 30 mil lugares exigidos pelo regulamento para esta fase da competição, precisaria de uma flexibilização da Conmebol, além de um acordo com o clube argentino.
" Já vimos em outras situações que a Conmebol já abriu exceções. (Vamos) aumentar um pouquinho a capacidade e fazer um acordo com o Boca para que seja um número menor de torcedores (que os 4 mil do regulamento). Se o Boca quiser dar a mesma quantidade de torcedores (na Bombonera) que eu vou dar aqui, sem problema " disse.
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