Seleção encerra amistosos contra austrália com avanços
Para quem não conseguiu acordar cedo para acompanhar a vitória do Brasil sobre a ...
Para quem não conseguiu acordar cedo para acompanhar a vitória do Brasil sobre a Austrália, o 4 a 2 pode dar a impressão de que a seleção teve a atuação que se esperava dela. Não foi bem assim. Mas, de fato, houve avanços. O segundo amistoso mostrou caminhos e deu recados para o técnico Carlo Ancelotti.
O principal deles é o que já deveria ter sido assimilado desde a Copa do Mundo: o meio-campo precisa de ao menos três jogadores. A presença de Gabriel Bontempo potencializou o jogo de Danilo e Bruno Guimarães. Os três se aproximaram, trabalharam jogadas e deram controle ao setor.
Tão importante quanto ter um jogador a mais no meio foi a dinâmica. Os três apareceram com frequência perto da área ou até dentro dela, o que ficou evidente em três dos quatro gols.
O primeiro, marcado por Vanderson logo aos 2 minutos, contou com a participação de Danilo e Bontempo na frente. No segundo, o pênalti convertido por Raphinha, aos 44, foi sofrido pelo meio-campista do Botafogo, em jogada que contou com a participação de Guimarães e da joia santista. Por fim, o terceiro foi marcado pelo camisa 8, aos 23 minutos da etapa final.
Atrás, Jair foi o destaque. Seguro, levou a melhor no duelo com Irankunda.
Na frente, Endrick, que iniciou no banco, desta vez entrou bem. No terceiro gol, participou da origem da jogada, no meio, e deu a assistência para Guimarães.
Quem por pouco não entrou na lista dos destaques positivos foi Vini. Pouco participativo e errando muito até a metade da segunda etapa, caminhava para uma atuação pífia. Mudou depois que sua jogada deu certo no lance do terceiro gol.
A partir daí, passou a pedir mais a bola e a tentar jogadas individuais. Consequentemente, a seleção cresceu. O camisa 7 foi premiado com o último gol, de pênalti. Após o jogo, ele disse que achava que Bruno Guimarães bateria, por ser o cobrador oficial sem Raphinha em campo, mas admitiu que precisava de confiança " Ancelotti foi quem decidiu que Vini cobraria.
Se o time evoluiu com a bola no pé, sem ela deixou a desejar. Destaque negativo para o goleiro Otávio, que teve a atuação comprometida por falhas, como a saída errada no escanteio que originou o primeiro gol australiano.
No segundo gol dos donos da casa, Metcalfe teve todo o espaço do mundo na entrada da área para finalizar com categoria. Problemas que precisam servir de alerta e não podem ser ofuscados pelos acertos. No sábado, a seleção faz o último amistoso desta data Fifa. O adversário é a frágil Índia, em Calcutá, às 11h (de Brasília).