Carrascal decide fla-flu que mantém flamengo na liderança do brasileiro
Bom, tenso e polêmico
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Tensão, equilíbrio, reclamações, futebol de alto nível. O Fla-Flu teve os ingredientes de um clássico entre dois integrantes do G3, que ainda podem se encontrar na final da Libertadores. Prevaleceu o Flamengo, que precisava vencer para preservar a liderança diante da goleada do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians. Carrascal fez o gol da vitória por 1 a 0, no segundo tempo.
De olho na semifinal contra o Palmeiras, quarta-feira, Marcão poupou alguns titulares. O Fluminense, ainda assim, impôs obstáculos ao rival, que visita o Estudiantes na quinta e direcionou mais esforços ao clássico. O time de Leonardo Jardim teve as melhores chances, mas só abriu o placar aos 20 minutos da etapa final. Paquetá cruzou na segunda trave, Guilherme Arana errou o tempo da bola e Carrascal bateu no contrapé de Fábio, para alívio do Maracanã, que já começava a chiar.
Pedro foi um dos alvos das vaias, apesar da boa atuação coletiva. No primeiro tempo, perdeu a melhor chance ao chutar para fora cara a cara com Fábio. O goleiro tricolor já havia visto Samuel Lino desperdiçar outra oportunidade na área no primeiro minuto. Pouco depois de ser substituído por Bruno Henrique, o Flamengo marcou.
Mesmo com postura mais especulativa e sem titulares como Hulk e Thiago Silva, o Fluminense também ameaçou. Fábio defendeu finalizações de Paquetá e Léo Ortiz, enquanto Rossi salvou o Flamengo em um contra-ataque concluído por Martinelli e, já com o placar em 1 a 0, em chute cruzado de Kevin Serna. O goleiro, criticado por atuações irregulares, foi decisivo.
O Palmeiras chegou a assumir provisoriamente a liderança durante boa parte da tarde, mas o Flamengo aumentou a pressão na reta final e ainda teve contra-ataques para ampliar.
Um lance elevou a tensão no primeiro tempo: a entrada dura de Erick Pulgar no joelho de Castillo. Rafael Rodrigo Klein mostrou amarelo, mas os tricolores pediram expulsão.
Com a vitória, o Flamengo chegou a 64 pontos, um à frente do Palmeiras; o Fluminense ficou em terceiro, com 51, à espera dos jogos de Athletico-PR e Cruzeiro. O rubro-negro visita o Bahia na próxima rodada, e o tricolor recebe o Santos. Antes, os dois disputam a ida das semifinais da Libertadores. Se avançarem, se encontrarão em 28 de novembro, em Montevidéu, para um Fla-Flu de proporções continentais.
aspas fortes
A revolta com a arbitragem dominou o pós-jogo tricolor. Samuel Xavier acusou os árbitros da CBF de favorecerem a disputa entre Flamengo e Palmeiras.
" Nós também estamos brigando pelo título. Quer dizer, agora fica difícil. Mas estávamos. Mas parece que quando chega um terceiro time para brigar com Flamengo e Palmeiras todo mundo fica cagado. Não quer que Fluminense chegue, que Cruzeiro chegue, que Red Bull chegue. Não quer que chegue ninguém. Quer que cheguem só os dois " disparou Samuel ao fim do jogo. " No lance, o árbitro Rafael Klein deu falta e aplicou apenas o cartão amarelo. Ele não foi chamado pelo árbitro de vídeo.
Em nota, o Fluminense cobrou a expulsão de Pulgar e reclamou de possível pênalti de Alex Sandro em Savarino. Também criticou a ausência de intervenção do VAR:
"O árbitro Rafael Klein, bem posicionado para avaliar a jogada, optou por não aplicar o cartão vermelho que a regra determina. Mais grave ainda foi a omissão do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, que dispunha de todos os recursos para corrigir o erro e preferiu se calar", disse um trecho.
Leonardo Jardim, por sua vez, elogiou Klein e simulou uma falta em Rodrigo Paiva, da comunicação do clube, durante a coletiva para defender a decisão.
" Uma coisa sou eu entrar no joelho do outro, isto é falta para cartão vermelho. Outra coisa é disputar a bola e o pé pegar no adversário. Foi o que aconteceu com o Pulgar. As pessoas veem muita maldade e querem expulsão " disse.