Vasco desafia boca juniors na bombonera para retomar protagonismo continental
Centro das atenções
Centro das atenções
A indefinição sobre o estádio do jogo de volta mobilizou os cruz-maltinos e tomou conta do noticiário às vésperas do encontro entre Vasco e Boca Juniors pela Sul-Americana. Mas o duelo que começa hoje à noite, às 21h30, em Buenos Aires, tem uma dimensão capaz de relegar qualquer história paralela ao segundo plano. Afinal, o Gigante da Colina entrará em campo na Bombonera em busca de uma final que o recolocaria na posição de protagonista da América do Sul após um longo inverno, em meio ao crescimento do time sob o comando do técnico Pedro Emanuel e ao fortalecimento do clube no processo de revenda da SAF.
A excepcionalidade da ocasião explica a invasão de vascaínos à capital argentina. Já são 25 anos sem que o cruz-maltino entre em campo em um dos dois maiores palcos do futebol do país: a própria Bombonera ou o Monumental de Núñez, casa do River Plate.
A última vez em que o Vasco pisou no caldeirão do Boca Juniors foi em 25 de setembro de 2001, no empate em 2 a 2 pela Copa Mercosul, quando Odvan e Euller marcaram para os cariocas.
Já da casa do River Plate e da seleção da Argentina, as lembranças são inesquecíveis. Uma delas é a goleada por 4 a 1 sobre os Millonarios, em 22 de novembro de 2000, na campanha do título do mesmo torneio. Pedrinho, ex-jogador e atual presidente cruz-maltino, deixou sua marca no placar.
Dois anos antes de levantar o troféu da Mercosul, o Vasco havia vivido, também no Monumental, um dos momentos mais emblemáticos de sua história: o famoso gol de falta de Juninho Pernambucano na semifinal da Libertadores de 1998, ano em que conquistaria o título inédito.
MUDANÇA NO TIME
Ainda que as glórias sejam eternas, o clube busca recuperar parte desse prestígio. Não à toa, sua última semifinal continental foi na Sul-Americana de 2011, quando acabou eliminado pela Universidad de Chile.
Durante o período de ausência das fases decisivas dos grandes torneios, o cruz-maltino assistiu da televisão aos rivais cariocas protagonizarem momentos históricos justamente nesses palcos lendários do futebol sul-americano. Desde 2019, Flamengo, Fluminense e Botafogo conquistaram cinco Libertadores. O rubro-negro levantou a taça em 2019, 2022 e 2025, enquanto o tricolor conquistou seu único título em 2023, ao bater o Boca no Maracanã. Já o alvinegro ergueu a taça inédita em 2024, numa final contra o Atlético-MG no Monumental.
Para o jogo de hoje, Pedro Emanuel tem Nuno Moreira e Adson como opções para substituir Colidio entre os titulares do Vasco. O argentino sequer viajou a Buenos Aires, já que não foi inscrito pelo cruz-maltino na competição e segue na lista do River Plate, seu ex-time, para a etapa de mata-mata.
No treino de ontem, o único em solo argentino antes da partida, o técnico português testou variações com os dois jogadores. O meio-campista Cauan Barros, que recentemente sofreu um acidente de carro, e o centroavante Spinelli seguem fora por problemas físicos. O meia Johan Rojas, por opção técnica, e o zagueiro Cuesta, em fase de transição, também não viajaram.
Já o atacante Bruno Duarte, poupado contra o Remo após sofrer uma pancada na costela durante o clássico com o Botafogo, não tem limitações físicas e deve ser titular. Brenner também volta a ficar à disposição da comissão técnica.
Em razão do feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, ontem, a Conmebol estendeu para hoje, às 12h, o prazo para o Vasco definir o estádio em que enfrentará o Boca no jogo de volta da semifinal, marcado para 20 de outubro.
O cruz-maltino havia escolhido o Maracanã após uma vitória inicial na Justiça. O consórcio liderado por Fla e Flu, porém, conseguiu uma liminar e voltou a vetar a liberação do estádio. O Vasco recorreu novamente e tem expectativa de reverter o cenário mais uma vez.
Caso não haja definição no prazo previsto, a Conmebol poderá dar a palavra final. O Nilton Santos, estádio do Botafogo, seria o destino provável do jogo nesse cenário. O problema é que o Vasco já vendeu cerca de 50 mil ingressos para a partida no Maracanã. Enquanto isso, a novela continua...