Com um a mais, fla cria pouco e cai para o estudiantes nos pênaltis
REPROVADO
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Em setembro de 2025, uma disputa de pênaltis contra o Estudiantes em La Plata, com Rossi como herói, colocou o Flamengo no caminho para o tetra da Libertadores. Treze meses depois, o dinamismo do futebol fez o rubro-negro ser derrubado pelo mesmo adversário, em uma semifinal na qual teve muitas condições para avançar. Após novo empate em 0 a 0, o goleiro uruguaio Muslera, tão criticado na Copa do Mundo, calou um Maracanã com mais de 72 mil pessoas ao pegar três cobranças na disputa por pênaltis (3 a 2). A defesa do título está encerrada. Quem buscará o penta serão os argentinos, contra o Palmeiras no dia 28 de novembro, em Montevidéu.
Mesmo com um jogador a mais desde os cinco minutos do segundo tempo, após a expulsão de Baltasar Rodríguez, o time de Leonardo Jardim foi incapaz de vencer em casa. Pior: depois de passar os 90 minutos em La Plata sem chutar no gol de Muslera, repetiu o cenário no primeiro tempo. Foi acertar o alvo pela primeira vez apenas na etapa final. Nos pênaltis, Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique desperdiçaram suas cobranças e completaram o vexame. Foi apenas o reflexo de 180 minutos em que nada deu certo no ataque.
Retorno frustrante
O dia começou com mistério. O Flamengo não divulgou a lista de relacionados para esconder uma surpresa: Arrascaeta estava no banco de reservas. O uruguaio havia operado o punho esquerdo, fraturado no fim de setembro, e tinha previsão de volta apenas para o fim de novembro. Já no time titular, Pedro retomou a vaga de centroavante.
Quando a bola rolou, quem esperava um Estudiantes retraído fora de casa viu cenário inverso. A equipe de Alexander Medina praticou pressão alta desde o princípio e impôs muitas dificuldades ao rubro-negro. Aos 16 minutos, Rossi já havia sido obrigado a fazer duas grandes defesas. Primeiro, em chute de Rojo, afastado depois por Alex Sandro, e, em seguida, ao desviar finalização de longe de Baltasar Rodríguez, que ainda tocou na trave.
A bola não parava nos pés dos jogadores rubro-negros, e nomes como Carrascal e Samuel Lino cometiam diversos erros técnicos. Para completar, o time argentino abusava de entradas firmes e matava as jogadas de contra-ataque na origem.
Longe de ameaçar, o Flamengo teve uma finalização bloqueada, de Emerson Royal, e Pedro chegou a se livrar de cinco defensores em uma arrancada pela direita, mas Carrascal não se jogou na bola cruzada. Apesar de ter muito mais posse, a equipe não conseguia produzir com qualidade.
O cenário parecia poder mudar no segundo tempo. Aos cinco minutos, o Flamengo recebeu grande ajuda de Baltasar Rodríguez, que fez falta em Samuel Lino e levou o segundo cartão amarelo. Na cobrança, Lucas Paquetá conseguiu forçar a primeira defesa de Muslera no confronto.
Mas o rubro-negro seguiu com dificuldades, nem mesmo superadas pela entrada de Arrascaeta, que incendiou o Maracanã pela rapidez com que conseguiu voltar aos gramados. O uruguaio substituiu Carrascal, mas, sem ritmo de jogo, deixou o time ainda mais desconectado.
Chance de Plata
Com um a menos, o Estudiantes travava praticamente todas as jogadas de ataque rubro-negras, uma mostra de resiliência que não foge do esperado em um roteiro de time argentino em mata-mata de Libertadores. Considerando os acréscimos, o rubro-negro teve 45 minutos com um jogador a mais e foi incapaz de tramar uma jogada que furasse a defesa argentina. Gonzalo Plata chegou a ter uma chance de ouro após receber bola levantada por Paquetá, mas parou em Muslera.
Sem a competência para resolver a vida nos 90 minutos, o Flamengo dependeu dos pênaltis. E o roteiro das finais contra Paris Saint-Germain (Intercontinental) e Lanús-ARG (Recopa) se repetiu. Sosa, Mancuso e Tiago Palacios foram impecáveis em suas cobranças. Rossi não viu a cor da bola. Muslera virou herói.